Portugal

Detido em Portugal por fraude de 30 milhões vai ser extraditado para EUA

Em comunicado publicado no ‘site’ da Procuradoria-Geral Regional de Évora, o MP explicou que se mantém a detenção do suspeito até à efetivação da extradição.

Segundo o Ministério Público, “na sequência de pedido formal de detenção internacional com vista à extradição, emitido pelas autoridades dos Estados Unidos da América”, foi detido pela Polícia Judiciária, na quarta-feira, em Faro, “um cidadão de nacionalidade indiana, para fins de procedimento criminal, pela prática de crimes de associação criminosa por cometer fraude na área da saúde”.

A Polícia Judiciária revelou na quinta-feira, em comunicado, que deteve na quarta-feira, no aeroporto de Faro, um homem procurado pela justiça dos Estados Unidos da América por uma fraude avaliada em cerca de 30 milhões de euros.

O homem, de 39 anos, foi localizado e detido no aeroporto algarvio por elementos da Diretoria do Sul da PJ, “com vista à sua extradição para os Estados Unidos da América, por crimes de fraude no sistema de benefícios de saúde daquele país”, adiantou a Judiciária no comunicado.

A “partilha de informação”, no âmbito dos mecanismos de cooperação policial a nível internacional, levou as autoridades portuguesas a concluir que o detido “se movimentava entre Portugal e os Países Baixos”, tendo dado seguimento na quarta-feira a um mandado de detenção internacional emitido pela justiça norte-americana, quando a sua presença foi detetada no aeroporto algarvio, precisou a PJ.

A detenção foi feita quando o homem se preparava para embarcar para um destino em território neerlandês, esclareceu.

“O detido é suspeito da alegada obtenção fraudulenta de mais de 30 milhões de dólares em apoios ‘Medicare'”, o sistema federal de seguros de saúde dos Estados Unidos, destacou a PJ.

As autoridades judiciais norte-americanas responsabilizam o detido por “cerca de 370 mil falsos pedidos de comparticipação de testes de diagnóstico para a doença covid-19, realizados em 2023”, frisou.

Os testes comparticipados “nunca foram entregues ou pedidos pelos supostos beneficiários”, acrescentou.

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