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Marcelo recorda político “muito inteligente, brilhante” que “marcou um tempo” no PSD


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Nuno Morais Sarmento morreu este sábado aos 65 anos. Advogado, histórico militante do PSD, foi ministro de Estado e da Presidência.

Nuno Morais Sarmento

Nuno Morais Sarmento

O Presidente da República lamentou hoje a morte de Nuno Morais Sarmento e recordou-o como “militante de todas as horas pela democracia e a liberdade, muito inteligente, brilhante”, que “marcou um tempo” no PSD.

“Foi sempre maior do que os cargos que desempenhou. Desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota de pesar publicada no site oficial da Presidência da República.

O chefe de Estado “recorda-o com saudosa amizade e apresenta à família e próximos os seus profundos sentimentos”.

“Deixou-nos Nuno Morais Sarmento. Militante de todas as horas pela democracia e a liberdade, muito inteligente, brilhante, político, governante, sempre em busca de novas pistas, sendas e mais vastos horizontes”, lê-se na nota do Presidente da República.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, antigo presidente do PSD, Nuno Morais Sarmento “marcou um tempo no seu partido”.

“Ensaiou reformas na informação, liderou uma fundação dedicada às relações luso-americanas. Mas foi sempre maior do que os cargos que desempenhou. Desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer”, acrescentou o Presidente da República.

Nuno Morais Sarmento foi ministro da Presidência do XV Governo, chefiado por José Manuel Durão Barroso, entre 2002 e 2004, e depois ministro de Estado e da Presidência, também com a tutela dos Assuntos Parlamentares, do XVI Governo chefiado por Pedro Santana Lopes, até 2005 — dois executivos de coligação PSD/CDS-PP.

No PSD, foi vice-presidente nas direções de Durão Barroso – que sucedeu a Marcelo Rebelo de Sousa na ldierança do partido – e, mais recentemente, de Rui Rio.

Teve nos últimos anos um cancro no pâncreas que obrigou a prolongadas hospitalizações e várias cirurgias. Depois disso, foi presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) entre agosto de 2024 e janeiro deste ano, quando apresentou a demissão invocando falta de condições pessoais e de saúde.

Nuno de Albuquerque de Morais Sarmento, nascido em Lisboa, em 31 de janeiro de 1961, licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa, em 1984, com uma pós-graduação em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa, em 1996.

Foi também assessor da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados, membro do Conselho Superior do Ministério Público e da Autoridade de Controlo Comum de Schengen.



SIC Noticias

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