Mundo

Prepare a carteira, alimentos vão ficar mais caros: “Ainda à espera das consequências das tempestades”, agora juntam-se os combustíveis


Economia

Esta semana, o cabaz alimentar já atingiu o preço mais alto desde o início da guerra na Ucrânia. Mas não deverá ficar por aqui. A Deco alerta que as consequências das tempestades e do conflito no Irão podem vir a sentir-se “ao mesmo tempo”.

Loading…

O aumento dos combustíveis pode provocar um aumento no preço do cabaz alimentar. Para já, a Deco diz ser cedo para falar de valores, uma vez que o impacto só será sentido no próximo mês, mas a associação aconselha a que se planeie as compras para evitar gastos acima do esperado.

“Falamos de uma cascata de acontecimentos em que os combustíveis são a base de tudo na nossa vida. Dependemos deles para que os produtos cheguem até nós”, explica Nuno Figueiredo, da Deco.

O impacto não será, no entanto, imediato.

“É natural que, se a situação se mantiver por muito mais tempo, que daqui a um ou dois meses já possamos ver, de uma forma mais clara, o aumento nos produtos”, antecipa Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação de Empresas de Distribuição.

Esta semana, o cabaz alimentar já atingiu o preço mais alto desde o início da guerra na Ucrânia. Ronda agora os 253 euros, mais quase 70 euros que em 2022. Para já, ainda é cedo para estimar quanto irá aumentar devido ao conflito no Irão.

“Ainda estamos à espera das consequências do mau tempo e das tempestades, que ainda não se refletiram propriamente nos bens alimentares. Provavelmente, daqui a umas semanas, podemos vir a sentir tudo ao mesmo tempo”, alerta a Deco.

A subida dos preços dos bens alimentares pode provocar um aumento da taxa de inflação e, por isso, aumenta o risco de subida dos juros pelo Banco Central Europeu.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *