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António Novais: “Fomos perceber o que faz normalmente um wedding planner e o que pode ser feito por um modelo de inteligência artificial”

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Quatro à Conversa

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Pode a inteligência artificial ajudar a organizar um casamento? O advogado António Novais decidiu testar a ideia quando começou a planear o próprio. No mais recente episódio do Quatro à Conversa, explica como usou modelos de linguagem para estruturar tarefas, gerir convidados e simplificar um processo que rapidamente se pode tornar complexo

O advogado António Novais é o convidado do episódio desta semana do Quatro à Conversa, onde conta como decidiu usar inteligência artificial para organizar o próprio casamento. Entre listas de convidados, decisões logísticas e tarefas administrativas, encontrou na IA uma forma de estruturar o processo e simplificar o planeamento. Como explica na conversa, a ideia surgiu de forma quase automática: “Eu trabalho com isto todos os dias. Como é que eu vou utilizar estas ferramentas para me ajudarem nestas tarefas?”

“Comecei a usar modelos de linguagem para estruturar tudo o que era preciso fazer para o casamento”

Organizar um casamento envolve dezenas de decisões: fornecedores, logística, comunicação com convidados ou gestão de orçamento. No caso de António Novais, o número de convidados tornava o processo ainda mais exigente. “Tudo isso pareciam-me tarefas bastante complexas e chatas de fazer quando tens 250 convidados num casamento”, explica no episódio.

Perante essa complexidade, decidiu recorrer a modelos de linguagem para estruturar o planeamento e organizar tarefas. Nem tudo pode ser automatizado, reconhece, mas muitas tarefas administrativas podem ser simplificadas com ajuda da tecnologia. “Há coisas que não dá para automatizar com inteligência artificial, mas há outras muito concretas” em que é possível, diz.

“Fomos perceber o que faz normalmente um wedding planner e o que pode ser feito por um modelo de inteligência artificial”

Uma das primeiras etapas foi perceber exatamente que tarefas fazem parte do trabalho de um wedding planner. A partir daí, António Novais tentou identificar quais poderiam ser apoiadas por ferramentas de inteligência artificial. “Não vamos ter wedding planner. Vamos tentar perceber o que é que são tarefas de um wedding planner normal que pode ser feito por um modelo de inteligência artificial”, conta, recordando a preparação da festa.

Entre essas tarefas estavam a organização da comunicação com fornecedores, a gestão de informação ou a preparação de diferentes elementos logísticos do evento.

“Percebi que podia usar IA para tratar da parte mais chata da organização do casamento”

Grande parte da preparação de um casamento envolve tarefas administrativas pouco entusiasmantes. Foi precisamente nesse tipo de trabalho que António Novais encontrou maior utilidade para a inteligência artificial. Ao experimentar diferentes ferramentas, percebeu rapidamente o potencial prático da tecnologia. “Aqui está um bom use case para a inteligência artificial”, recorda.

Em alguns casos, o processo tornou-se muito mais simples do que imaginava inicialmente. “Aquilo de facto foi extraordinário porque eu não precisava de fazer quase nada”, explica.

“Eu trabalho com inteligência artificial todos os dias — como é que vou usar estas ferramentas para me ajudar a organizar o casamento?”

Neste episódio do Quatro à Conversa, António Novais conta como transformou a organização do casamento numa experiência prática de utilização de inteligência artificial. Mais do que substituir decisões humanas, a tecnologia funcionou como uma forma de estruturar tarefas e simplificar processos. Como resume no podcast, a ideia era simples: “Se calhar podes automatizar este processo todo e focar-te na parte importante, que é preparar o casamento.”

A conversa explora também os limites destas ferramentas e o papel humano em decisões pessoais — mostrando como a inteligência artificial pode funcionar como assistente de planeamento, mas não substitui escolhas importantes. António Novais e a mulher queriam que as mensagens para os convidados, por exemplo, fossem completamente escritas por humanos.

Oiça o episódio completo no topo deste artigo.

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Matilde Fieschi

A Lupa foi treinada para seguir o código de conduta jornalística do Expresso, mas também para intervir com humor, espírito crítico e uma personalidade própria.

Desenvolvida por Paulo Dimas com base em ferramentas da Google, a Lupa tem ainda um corpo digital criado pela IDMind.

O objetivo é que este quarto elemento da conversa introduza perguntas, dúvidas e correções sempre que necessário, contribuindo para uma reflexão mais rica sobre o papel da inteligência artificial nas nossas decisões, relações e rotinas profissionais.

Com o apoio do Centro para a IA Responsável, do Gabinete de Robótica Social do Instituto Superior Técnico e da IDMind, o podcast Quatro à Conversa propõe-se explorar semanalmente o uso real da inteligência artificial, através de conversas com convidados que já a integram no seu dia a dia.

A Lupa estará sempre presente, a ouvir, a aprender e a desafiar os que estão à mesa e os próprios ouvintes do podcast.

Ao lado do jornalista João Miguel Salvador estão Paulo Dimas, CEO do Centro para a IA Responsável, e a Lupa — o chatbot do Expresso, ligado a um robô da IDMind — que participa ativamente no debate à mesa. Sandra Andrade e Joana Campos, do Instituto Superior Técnico, surgem também em estúdio em contexto de investigação científica. A sonoplastia é de Salomé Rita.

Quatro à Conversa é um podcast sobre a experiência de quem usa inteligência artificial no dia a dia, com dicas úteis, dilemas éticos, mitos e até alucinações tecnológicas. Há um novo episódio todos os domingos.

Todos os episódios estão disponíveis em Expresso.pt e nas principais plataformas de podcasts.



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