Vários moradores de Rio Tinto, no distrito do Porto, queixam-se de um problema de saúde pública. Um vizinho continua acumular grandes quantidades de lixo em casa, um mês depois intervenção da Câmara Municipal de Gondomar.

Loading…
Tem 60 anos e vive sozinho. Quem o viu crescer naquela casa acredita que, por trás desta acumulação compulsiva, está uma doença, um caso de isolamento social. O amontoado de resíduos volta a crescer dentro e fora da habitação. Transforma até o carro à porta de casa num depósito improvisado.
Para os vizinhos, a preocupação mantém-se. Longe das câmaras da SIC, dizem que as sucessivas limpezas realizadas pelo Município de Gondomar não são suficientes. Falam em riscos para a saúde pública e pedem ajuda.
No final de janeiro, quem passava nesta rua, em Rio Tinto, dificilmente conseguia ignorar o caixote de lixo a céu aberto que ali se tinha instalado. Passado pouco mais de um mês, o ciclo repete-se.
Os moradores apontam que, dentro de casa, o cenário é ainda mais preocupante. Apesar das várias intervenções da autarquia, a situação arrasta-se há pelo menos três anos.
Contactada pela SIC, a Câmara de Gondomar garante que está a acompanhar o caso de forma contínua. Adianta que foram realizadas visitas e limpezas no exterior e que a situação se encontra sinalizada junto do Ministério Público (MP) e das entidades de saúde.
A autarquia sublinha que só pode intervir no interior da habitação com ordem judicial ou autorização do morador, algo que tem sido recusado.
