O segundo filho do homem assassinado pela operação dos Estados Unidos e do Israel sobreviveu aos ataques e foi nomeado, este domingo, pela Assembleia de Peritos para liderar o Irão.
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Mojtaba Khamenei é o novo líder supremo do Irão. Foi nomeado este domingo pela Assembleia de Peritos do Irão.
Aos 56 anos, sucede ao pai, Ali Khamenei, assassinado pela operação dos Estados Unidos e de Israel na semana passada.
A nomeação de Mojtaba é um duplo ato de desafio ao mundo. Por um lado representa a continuidade do regime, porque se trata do filho do homem que Washington e Telavive quiseram afastar. Por outro, estabelece o sangue como fator de sucessão, num país que não é monárquico desde o derrube do Xá em 1979.
É também uma mostra da falta de vontade de chegar a uma solução de compromisso moderada nas negociações sobre o futuro do Irão com os norte-americanos e israelitas.
Traçar um perfil de Mojtaba Khamenei não é fácil, face às características fechadas de um regime como o do Irão.
Nasceu em 1969, num país ainda governado pelos xás, mas aberto ao Ocidente e avesso aos atuais fundamentalismos políticos e religiosos. Tinha 10 anos quando Ruhollah Khomenei derrubou Mohammed Reza Pahlavi e começou a era dos líderes supremos religiosos.
Mojtaba é o segundo filho de Ali Khamenei e transmite uma imagem de professor discreto, avesso a cargos públicos de topo.
Dizem as informações recolhidas pela espionagem internacional que foi sempre um negociador poderoso de bastidores, capaz de contrariar o Maraji, o pequeno grupo de Aiatolas mais poderosos.
O próprio pai terá dito há um ano, a um jornalista iraniano, que não queria que Mojtaba lhe sucedesse no poder.
