Portugal

Grupo de 61 passageiros chega amanhã a Lisboa em voo de repatriamento

A operação de retirada de portugueses do Médio Oriente envolve o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a Força Aérea, estando previsto que o avião C130H chegue ao aeroporto militar de Figo Maduro, em Lisboa, por volta das 05:00.

Em declarações à agência Lusa, o secretário de Estado das Comunidades adiantou que o voo, com 54 portugueses a bordo, três luso-canadianos, um cidadão britânico, dois brasileiros e um sul-coreano, saiu de Riade, capital da Arábia Saudita, às 15h40 de hoje, devendo aterrar em Creta, na Grécia, para reabastecer antes de rumar a Lisboa.

Segundo Emídio Sousa, “estas pessoas estavam quase todas no Qatar”, havendo “mais cinco que estavam em Riade”, que tem o espaço aéreo encerrado, e outras duas que se juntaram a partir do Barein.

“A maioria são situações de pessoas que estavam a viajar, ou de negócios ou de turismo. Neste caso também há alguns residentes, embora a maior parte dos residentes tenha optado por ficar. (…) Sentem que estão seguros, a defesa aérea é muito eficaz e eles sentem que estão seguros, estão a trabalhar, a maioria não pretende regressar”, adiantou o secretário de Estado.

Acrescentou que estas pessoas aguardavam “há uma semana, sensivelmente” pela possibilidade de regressar a Portugal depois de terem visto a viagem interrompida pela guerra no Médio Oriente.

Relativamente aos sete cidadãos estrangeiros que vêm no voo, Emídio Sousa explicou que os vários Estados-membros partilham informação sobre quem está em lista de espera para ser repatriado e que havia disponibilidade de vagas no voo português.

“Já aconteceu isso na sexta-feira. Tínhamos lugares disponíveis que procurámos sempre disponibilizar, aproveitando o voo. O voo ainda tinha mais capacidade, portanto, normalmente, se não preenchemos com portugueses, preenchemos com pessoas de outras nacionalidades que estão em lista para ser repatriadas”, explicou.

Sobre a possibilidade de vir a ser realizado outro voo de repatriamento, o secretário de Estado afirmou que “para já, não”.

“Julgo que não haverá necessidade nos próximos dias, iremos ver, mais três ou quatro dias, como é que as coisas decorrem, mas a sensação que tenho é que não iremos ter necessidade de fazer outro voo próprio”, disse.

Acrescentou que o Governo irá “acompanhar a situação em permanência”, tendo em conta que há voos comerciais que se vão realizando, “o que permite àqueles que ainda não vieram, se o quiserem fazer, vão ter aqui possibilidade nos próximos dias”.

Leia Também: “Estado tudo deve fazer para garantir o repatriamento em segurança”



Noticias ao minuto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *