O primeiro-ministro, Luís Montenegro, lamentou, este sábado, a morte do antigo governante Nuno Morais Sarmento, endereçando as “sentidas condolências à família.”
“Recordo Nuno Morais Sarmento e a sua inteligência e sensibilidade política, a sua capacidade de análise e a qualidade jurídica, e a sua coragem como governante, evidenciada por exemplo na reestruturação da RTP”, começou por escrever, numa publicação partilhada na rede social (antigo Twitter).
Na mesma publicação, Montenegro sublinhou ainda a “amabilidade e companheirismo em Almada e a sua colaboração recente como presidente da FLAD [Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento].”
“É com profunda tristeza que endereço sentidas condolências à família e partilho a saudade que já sentimos dele”, rematou.
Recordo Nuno Morais Sarmento e a sua inteligência e sensibilidade política, a sua capacidade de análise e a qualidade jurídica, e a sua coragem como governante, evidenciada por exemplo na reestruturação da RTP. Recordo a sua amabilidade e companheirismo em Almada e a sua…
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) March 7, 2026
Também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte de Nuno Morais Sarmento, sublinhando que o antigo ministro da Presidência, foi “sempre maior do que os cargos que desempenhou” e que “desapareceu cedo demais para o muito que sempre sonhou fazer.”
O social-democrata foi ainda lembrado pelo chefe de Estado como um “militante de todas as horas pela democracia e a liberdade, muito inteligente, brilhante, político, governante, sempre em busca de novas pistas, sendas e mais vastos horizontes.”
Também o secretário-geral e líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, enalteceu o “legado de compromisso e serviço público” de Nuno Morais Sarmento, recordando-o como alguém que aliava “a determinação a uma atitude de diálogo”.
“Juntou sempre a determinação a uma atitude de diálogo e de construtor de pontes. O país fica mais pobre e o PSD perde um distintíssimo militante”, lê-se numa nota enviada à Lusa.
Nuno Morais Sarmento nasceu em Lisboa, a 31 de janeiro de 1961, tendo-se licenciado em Direito, em 1984, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa. Em 1996, pós-graduou-se em Direito Comunitário, pelo Centro de Estudos Europeus da Universidade Católica Portuguesa.
Para além dos cargos no Executivo, como ministro da Presidência nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, foi também membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais, representou Portugal na Autoridade de Controlo Comum do Espaço Schengen e assumiu o cargo de vogal do Conselho Superior do Ministério Público.
Presidiu também ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD entre 2008 e 2010, sob a liderança de Manuela Ferreira leite, tendo apoiado Paulo Rangel, agora ministro dos Negócios Estrangeiros, nas eleições diretas do partido em 2010, disputa esta que foi vencida por Pedro Passos Coelho.
Foi nomeado presidente da Fundação Luso-Americana para o mandato de 2024 a 2029, mas deixou o cargo em janeiro, justificando que não reunia as condições “pessoais e de saúde necessárias” para se manter.
