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Rússia disposta a fornecer petróleo e gás à Europa após crise energética no Médio Oriente


Guerra Rússia-Ucrânia

O Presidente russo manifestou disponibilidade para vender gás e petróleo russo à Europa, após a guerra no Irão ter desencadeado uma crise energética global que fez os preços do petróleo aumentarem 30%.

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Vladimir Putin declara que o Estreito de Ormuz está encerrado e admite vender gás e petróleo russo à Europa. O Presidente russo diz que a guerra no Irão desencadeou uma crise energética global e que o preço global do petróleo aumentou cerca de 30 por cento nas últimas semanas.

Depois de uma reunião com o Kremlin, Putin disse que a Rússia está “pronta para trabalhar com os europeus no fornecimento de petróleo e gás” mas precisa de “determinados sinais” por parte dos líderes para que isso aconteça.

A Rússia é o segundo maior exportador mundial de petróleo e detém as maiores reservas de gás natural do mundo.

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Vladimir Putin afirmou que a Rússia está disposta a voltar a trabalhar com clientes europeus, caso queiram regressar a uma cooperação de longo prazo e não politizada.

Putin acrescentou ainda que as empresas russas devem aproveitar a atual situação no Médio Oriente, embora tenha reconhecido que a subida dos preços da energia poderá ser temporária.

A partir de 2022, a Rússia reorientou uma parte das exportações para outros mercados, como a Índia, a Turquia e a China.

Sobre a Europa, Putin afiançou que a Rússia vai continuar a fornecer, em qualquer caso, a Hungria e a Eslováquia, que classificou como “parceiros de confiança”.

Os preços do petróleo e derivados dispararam desde o início da campanha de bombardeamentos maciços dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, que também teve impacto nos países exportadores do golfo. Esta segunda-feira, o petróleo ultrapassou os 100 dólares (86,31 euros) por barril.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, motivado pela inflexibilidade do regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear iraniano. Teerão afirma que aquele programa se destina apenas para fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.



SIC Noticias

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