Presidente norte-americano afirmou que Cuba sofre de “profundos problemas humanitários”. Trump advertiu que, caso o país não chegue a acordo, os EUA irão intervir.
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Donald Trump afirmou, numa conferência de imprensa na segunda-feira, que Cuba está mergulhada numa grande crise social e económica e que, por isso, a situação pode conduzir a uma “tomada de poder” não ‘tão amigável’ por parte dos Estados Unidos.
“Ou eles fazem um acordo ou nós fazemo-lo facilmente na mesma”, advertiu Trump.
“Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não importa, porque estão, como já disse, em ruínas. Não têm energia, não têm dinheiro. Têm profundos problemas humanitários”, disse Donald Trump.
“Eles confiam no Marco (…) [ele] está a fazer um ótimo trabalho”, disse ainda o Presidente dos EUA, referindo-se a Marco Rubio, Secretário de Estado norte-americano, que está em contacto com as autoridades cubanas para tentar chegar a um acordo. Havana nega essa alegação.
No sábado, Trump anunciou que estava a negociar um acordo com Cuba e que o país teria “uma grande vida nova”.
Cuba viu o seu fornecimento de petróleo reduzido nos últimos meses como consequência da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro no início de janeiro de 2016, numa operação surpresa das forças norte-americanas que fez mais de uma centena de mortos no país sul-americano.
Posteriormente, Trump emitiu uma ordem executiva impondo tarifas a todos os países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba, aprofundando ainda mais a crise humanitária e de abastecimento.
O Presidente norte-americano afirmou que Cuba “costumava viver da Venezuela”.
“Já não vive da Venezuela, que não lhes envia energia, combustível, petróleo, dinheiro nem nada. Cortamos tudo o resto”, enfatizou, referindo-se ao endurecimento do embargo.
Com Lusa
