Donald Trump tinha ameaçado com “consequências militares de um nível nunca antes visto”, caso o Irão tivesse colocado minas no Estreito de Ormuz e não as retirasse “imediatamente”.
Mark Schiefelbein/AP
O Presidente dos Estados Unidos garantiu, esta terça-feira, que 10 navios de colocação de minas foram destruídos no Estreito de Ormuz, pouco depois de ter ameaçado o Irão com consequências devastadoras, caso não retirasse este tipo de engenhos.
“Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atacámos e destruímos completamente dez navios lança-minas. E mais virão”, adianta, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais, Truth Social, sem adiantar mais detalhes sobre a localização dos navios ou se eram iranianos.
Pouco antes, e ainda sem certezas se Teerão tinha colocado minas no Estreito de Ormuz, o chefe de Estado norte-americano ordenou que o adversário as retirasse “imediatamente”, caso fosse verdade. Se o Irão não o fizesse, Trump prometia “consequências militares de um nível nunca antes visto”.
A colocação de minas no Estreito de Ormuz foi anunciada pela CNN Internacional, que adiantou que terão sido colocadas algumas dezenas nos últimos dias.
O que é o Estreito de Ormuz e porque é que é importante?
O Estreito de Ormuz localiza-se entre o Irão e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
A passagem marítima é a rota de saída para um quinto do petróleo mundial e é essencial no transporte de gás natural liquefeito.
É também utilizada pela Arábia Saudita, o segundo maior produtor do mundo, pelo Iraque, Kuwait, Catar e pelos Emirados Árabes Unidos.
Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) utilizam o estreito para a maior parte das exportações do seu petróleo que se destina, principalmente, para a Ásia. O Catar, inclusive, envia quase todo o seu gás natural liquefeito através do estreito.
Casa Branca diz que Marinha não escoltou qualquer navio no Estreito de Ormuz
A Marinha norte-americana não escoltou qualquer navio no Estreito de Ormuz, afirmou a porta-voz da Casa Branca, contradizendo uma publicação na Internet, entretanto removida, do secretário da Energia.
“Posso confirmar que a Marinha norte-americana não escoltou nenhum petroleiro nem nenhum navio até ao momento” no Estreito de Ormuz, disse Karoline Leavitt numa conferência de imprensa, referindo-se à via marítima estratégica para o comércio mundial de petróleo.
Minutos antes, o secretário da Energia, Chris Wright, tinha publicado nas redes sociais uma mensagem a anunciar uma primeira escolta de uma embarcação pelas forças norte-americanas.
Após a publicação, os mercados reagiram e os preços do petróleo caíram imediatamente.
A mensagem de Chris Wright foi depois apagada, sem qualquer explicação pública.
O Presidente norte-americano avisou anteriormente que os Estados Unidos poderão atacar o Irão “com muito mais força”, caso Teerão avance com um bloqueio da passagem de petróleo através desta via marítima.
