O autarca de Istambul, detido há um ano e suspenso das funções, é visto como a maior ameaça política a Erdogan. A oposição e organizações internacionais, incluindo a Amnistia Internacional, classificam o processo como politicamente motivado para silenciar o rival.
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O julgamento do líder da oposição turca e principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan começou esta segunda-feira. No entanto, o partido do arguido diz não ter dúvidas sobre qual será o desfecho do processo.
“Não estamos perante um julgamento, mas sim um painel que cumpre a tarefa que lhe foi atribuída, sem questionar a acusação”, afirmou Ozgur Ozel, presidente do principal partido da oposição na Turquia.
No banco dos réus está o autarca de Istambul, considerado o maior rival do presidente Recep Erdogan.
O autarca é uma das figuras centrais de um vasto processo de corrupção. Foi detido há cerca de um ano e suspenso das funções. Agora, enfrenta acusações que podem resultar numa multa até 2.400 euros e numa pena que pode chegar aos 30 anos de prisão.
O caso também levantou críticas de organizações internacionais. A Amnistia Internacional classificou as acusações como “absurdas” e defende que o processo tem motivações políticas.
As autoridades turcas rejeitam estas críticas. Ainda assim, vários grupos de defesa dos direitos humanos partilham a mesma preocupação e acusam o governo de tentar silenciar o político que mais ameaça o poder de Recep Erdogan e que se preparava para concorrer às eleições presidenciais de 2028.
