Mojtaba Khamenei é dono de uma fortuna em propriedades de luxo e investimentos no ocidente, mas desde que foi escolhido para suceder ao pai, o novo líder supremo do Irão ainda não foi visto em público. A ausência tem alimentado rumores sobre o estado de saúde e o verdadeiro controlo do poder em Teerão.

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Há faixas espalhadas por avenidas e edifícios da capital iraniana. A leitura é clara: o regime quer mostrar continuidade e resistência após a morte de Ali Khamenei.
A sucessão no poder foi rápida. A Assembleia dos Peritos reuniu e confirmou Mojtaba Khamenei como o novo líder supremo, mas o sucessor é, por agora, um líder fantasma. Não fez qualquer discurso, não esteve no funeral do pai e ainda não foi visto em público.
Mojtaba terá ficado ferido no ataque aéreo que matou Ali Khamenei e outros familiares, incluindo a mulher do novo líder.
Sem revelar a gravidade dos ferimentos, fontes próximas do regime dizem apenas que está “são e salvo”.
Aos 56 anos, o clérigo e professor de teologia nunca ocupou cargos formais no Estado, mas ganhou influência nos bastidores, controlando as forças de segurança e o poder económico que sustenta o regime.
Investigações recentes apontam para um vasto património de centenas de milhões de euros em propriedades e contas bancárias no ocidente, um estilo de vida que o regime iraniano condena publicamente.
O novo Ayatollah será dono de vários empreendimentos na ilha espanhola de Maiorca, como um hotel e um campo de golfe e de diversos ativos na Europa, por exemplo, nos Alpes austríacos, em Frankfurt e também em Londres, onde detém dois apartamentos de luxo de 60 milhões de euros.
Terá usado como testa de ferro um banqueiro iraniano que o Governo britânico sancionou por corrupção e por financiar a Guarda Revolucionária Islâmica.
As investigações mostram que a fortuna do novo líder supremo do Irão, implantada bem no coração da Europa, foi conseguida através de contas em paraísos fiscais alimentadas pelos lucros da venda de petróleo iraniano.
