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O Serviço de Informações de Segurança (SIS) lançou esta quarta-feira um alerta: uma campanha de ciberespionagem promovida por um Estado estrangeiro para ter acesso a dados de contas do ‘WhatsApp’ e de ‘Signal’ de governantes, diplomatas e militares através de aplicações de mensagens consideradas seguras.
Nacho Doce
Em comunicado, o SIS explicou que “os atacantes procuram levar os utilizadores das plataformas de comunicações a partilhar dados sensíveis, como palavras passe”, podendo aceder a conversas individuais e de grupo, a ficheiros, “ou mesmo lançar novas campanhas de phishing tendo como alvos os contactos dos utilizadores”.
Segundo os serviço de informações portugueses, trata-se de “uma campanha cibernética global, patrocinada por um Estado estrangeiro, com o objetivo de obter acesso às contas de WhatsApp e de Signal de governantes, diplomatas, militares e outros responsáveis com acesso a informação confidencial de origem nacional, bem como de países aliados”.
“Esta campanha não significa que o ‘WhatsApp’ ou o ‘Signal’ tenham sido comprometidos, nem que as duas plataformas estejam vulneráveis”, acrescentou o SIS, uma vez que o objetivo é “levar os utilizadores a executarem ações que resultem na quebra da segurança das suas contas”.
Os serviços de informações portugueses não revelaram, no entanto, qual o Estado estrangeiro responsável por estas operações de ciberespionagem.
O que deve fazer?
Para reduzir riscos, o SIS recomenda um conjunto de recomendações:
- Verificar, por meios alternativos, a veracidade de todas as novas interações e de novos contactos no WhatsApp e no Signal
- Nunca partilhar credenciais e códigos de verificação de contas
- Limitar a leitura de códigos QR no WhatsApp ou no Signal a situações justificadas e iniciadas pelo próprio
- Não permitir a adição não autorizada a grupos de conversação no WhatsApp ou Signal
- Maximizar as definições de segurança e de privacidade nas contas nas aplicações WhatsApp ou Signal
- Reportar todas as situações suspeitas ou hostis à sua unidade de cibersegurança institucional e às entidades nacionais competentes
