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Ricardo morreu a 28 de janeiro, na noite em que a tempestade Kristin deixou um rasto de destruição por Leiria. O pai, Fernando, e a madrasta, Adelaide, falaram em exclusivo com a SIC. Sem conseguir conter a emoção, recordam o momento em que tudo aconteceu.

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Na noite de 28 de janeiro, quando a tempestade Kristin entrou por Leiria provocando um rasto de destruição sem precedentes, Ricardo, Fernando e Adelaide estavam juntos. De repente, o vento tirou-lhes o teto e a vida do filho.
“Estávamos dentro do armazém, os três juntinhos a conversar, e de repente houve um estrondo. Os portões voaram e aquilo tudo desabou. Eu sou projetada para um lado (…) e o Fernando e o Ricardo para o outro”, recorda Adelaide.
Sem saber como, deslocou-se pelos escombros até chegar ao pé de Fernando e Ricardo.
“Consegui acordar o Fernando, mas não consegui acordar o Ricardo. Já estava morto. Tentei, mas não consegui fazer nada”, lamenta.
Sem energia nem comunicações, Fernando, que ficou com costelas partidas, ainda se deslocou até ao quartel de bombeiros para pedir ajuda para o filho, mas já não havia mais nada a fazer. “Já era tarde”, conta à SIC.
Uma noite que recordam “a todo o momento” e que deixará marcas para a vida.
“É uma situação terrível. Não conseguir salvar um filho é das coisas piores para um pai, principalmente quando são jovens, lutadores e humildes, como ele era”, recorda Fernando.
Ricardo deixa um filho. É uma das 16 vítimas mortais do comboio de tempestades que assolou Portugal.
