Numa tomada de posição comum, as CT apontaram para a “falta de informações que deveriam ser claras e definitivas por parte do Governo sobre a eventual concentração da Lusa e da RTP num espaço comum”.
“As duas comissões de trabalhadores alertam que a junção das sedes no mesmo espaço pode vir a afetar a identidade dos respetivos órgãos de comunicação social, assim como o produto final do trabalho da televisão pública, da rádio pública e da agência de notícias”, pode ler-se no comunicado, também subscrito por outras organizações representativas dos trabalhadores da RTP e da Lusa, como Conselhos de Redação ou sindicatos.
Na tomada de posição comum, que ocorreu após uma reunião na terça-feira onde foi analisado o “atual contexto das políticas públicas que têm vindo a ser anunciadas pelo Governo e que visam ambas as empresas”, as CT comprometeram-se “a manter uma articulação permanente e avaliar a adoção de posições e iniciativas conjuntas”.
“Deste encontro resultou uma tomada de posição comum, responsável e inequívoca quanto à defesa da independência editorial, da autonomia institucional e da estabilidade das condições de trabalho nas respetivas entidades, pilares fundamentais para o cumprimento das missões de serviço público”, sublinharam.
As CT apelaram também à mobilização de todos os trabalhadores para as manifestações marcadas pela Lusa para quinta-feira, entre as 11:00 e as 13:00, que terão lugar em Lisboa, em frente à sede do Governo (Campus XXI), e no Porto, em frente à delegação da Lusa (Praça Coronel Pacheco, n.º 2).
Leia Também: Administração da Lusa responde a trabalhadores sobre governação
