Correspondente SIC
Ao 13.º dia de guerra no Médio Oriente, o exército israelita está a responder a uma nova onda de mísseis lançados pelo Irão e explosões foram ouvidas esta manhã em Teerão. Segundo o correspondente da SIC, Henrique Cymerman, na noite de quarta-feira, houve uma “tentativa de viragem na guerra” com o Irão a tentar coordenar os ‘proxies’ e com o Líbano a limitar as ações do Hezbollah.

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O correspondente da SIC no Médio Oriente, Henrique Cymerman, revela que na noite de quarta-feira assistiu-se a uma “tentativa de viragem na guerra”, circunstância inédita no conflito até ao momento.
“Nos últimos 12 dias, os ataques do Irão têm sido muito intensos e ontem houve uma tentativa, pela primeira vez, de coordenar os ‘proxies’, os aliados do Irão que ainda estão disponíveis, neste caso o Hezbollah, e também as milícias pro-iranianas do Iraque”.
O jornalista da SIC detalha ainda que a ofensiva israelita está a escalar de intensidade, sobretudo contra posições do Hezbollah em Beirute.
“Israel, neste momento, está a atacar com mais intensidade Daria, o bairro do Hezbollah em Beirute, e também zonas onde se encontram homens do Hezbollah ao sul e ao norte do rio Litani (…) A grande diferença é que agora vê-se que o governo libanês está a tentar limitar as ações do Hezbollah”, acrescenta Henrique Cymerman.
O correspondente no Médio Oriente conta que o governo do Líbano deteve homens da milícia e propôs negociações de paz a Israel, considerando que essa proposta de diálogo aconteceu para evitar ataques israelitas futuros a pontos estratégicos.
Caso as negociações de paz deste tipo aconteçam, a Síria tem interesse em juntar-se a elas.
Sobre a garantia de Donald Trump de que a guerra contra o Irão está “praticamente concluída”, Henrique Cymerman considera que o cessar-fogo não é uma “questão imediata” nem uma “questão de horas”, prevendo que o conflito se estenda por mais dias e até por mais que uma semana.
“Donald Trump tem os seus próprios problemas. Todos estão a tentar ganhar tempo. O Irão, por um lado, tenta aguentar e resistir a todos estes ataques. Israel começou os ataques imediatamente há 13 dias com toda a força. No primeiro minuto, matou 40 pessoas (…) Não acho que seja uma questão imediata, uma questão de horas para a guerra acabar, ainda vai haver uns dias, até uma semana e até um pouco mais”, admite.
