A escalada do conflito no Médio Oriente tem gerado reflexos diretos na economia portuguesa, especialmente nos preços dos combustíveis e na inflação, afetando diretamente o orçamento das famílias.
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De acordo com o jornalista Pedro Andersson, “se hoje fosse segunda-feira, os preços dos combustíveis registariam um aumento de 8 cêntimos no diesel e 8,5 cêntimos na gasolina“.
Em análise na SIC Notícias, Pedro Andersson acrescentou que “não se prevê qualquer descida que compense a subida registada na última segunda-feira”, mantendo, assim, a pressão sobre os consumidores.
Em relação ao Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP), Pedro Andersson explicou que o Governo só acionará o mecanismo de desconto quando o aumento ultrapassar os 10 cêntimos.
“Com os dados atuais, mantém-se o desconto que já foi aplicado”, afirmou, destacando que, ao menos por agora, as condições para uma nova redução do imposto não estão previstas.
Contudo, o impacto da guerra vai além dos combustíveis.
“A inflação sobe sempre que há crises com o petróleo ou com a energia. Tudo aumenta: o transporte, os produtos nas prateleiras… e isso afeta diretamente os consumidores”, afirmou o jornalista.
“Se o conflito se prolongar e os preços se mantiverem neste nível, teremos motivos de preocupação, não apenas em Portugal, mas em toda a Europa”, acrescentou.
“É natural que a inflação continue a subir”
Em fevereiro, a inflação em Portugal já ultrapassou os 2%, situando-se em 2,1%.
“Com esta guerra, é natural que a inflação continue a subir”, sublinhou o jornalista, apontando que a instabilidade económica e o aumento dos custos de energia e transporte são fatores diretamente ligados à escalada do conflito.
De acordo com Pedro Andersson, o aumento da inflação não afeta apenas os preços do dia a dia, mas também poderá ter impactos no crédito à habitação.
“A Euribor a 12 meses já chegou aos 2,55%. Se isso continuar, os portugueses podem esperar um aumento de 15 a 20 euros nas prestações mensais”, alertou.
Neste contexto, o jornalista aconselhou prudência: “Se quisermos ser cautelosos, pode ser uma boa altura para considerar taxas fixas, garantindo estabilidade nas prestações ao longo dos próximos anos”.
Além disso, sublinhou a importância de “manter uma reserva financeira para enfrentar momentos de crise e os aumentos de preços”.
Segundo Pedro Andersson, neste cenário de incerteza, é essencial planear e agir com cautela, especialmente nos próximos meses, para mitigar os impactos da crise e da inflação no orçamento familiar.
