Soa o alarme de uma crise mundial de petróleo. Na primeira mensagem pública, o novo líder supremo do Irão avisa que o estreito de Ormuz vai continuar fechado. Neste momento de grande inquietação quanto à economia global, Donald Trump mostra o que realmente lhe interessa, diz que subida dos preços dá lucro aos Estados Unidos.
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O mundo assiste preocupado aos impactos do bloqueio do estreio de Ormuz numa altura em que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irão, deixa garantias de que assim vai continuar.
Donald Trump desdramatizou a escalada de preços. Numa publicação na plataforma Truth Social, disse que os Estados Unidos iam ganhar mais dinheiro com esta subida.
Já que são os maiores produtores mundiais de petróleo. Horas antes, aos jornalistas, Trump sugeriu que as companhias petrolíferas deviam continuar a utilizar esta rota comercial entre o Irão e Omã.
Esta semana admitiu vir a controlar o estreito.
Bolsas mundiais recuam
Sem sinais de que a situação vai normalizar, as bolsas mundiais recuaram e o valor do barril de brent voltou a bater os 100 dólares.
Os mercados preparam-se para uma onda de choque, numa altura em que também já subiu o custo do gás natural, do transporte marítimo e das viagens.
O primeiro-ministro britânico admitiu vir a tomar medidas para controlar a subida de preços. Em antecipação à crise, a Austrália aliviou temporariamente os critérios de qualidade do combustível.
A Agência Internacional de Energia prevê que a oferta global de petróleo seja reduzida em oito milhões de barris por dia em março.
Para conter a subida de preço, anunciou que 32 países vão libertar a maior reserva de petróleo de sempre no mercado global.
Só os Estados Unidos vão disponibilizar 172 milhões de barris de crude.
