Cultura

Recebiam dinheiro para acelerar levantamento de corpos: o alegado esquema de suborno na morgue do Santa Maria


País

A Polícia Judiciária esteve a fazer buscas na casa mortuária do Hospital de Santa Maria e em dez casas particulares. Em causa poder estar um esquema de suborno a funcionários da morgue por parte de agências funerárias.

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As suspeitas, que chegaram através de uma denúncia feita ao Ministério Público, apontam para um esquema de suborno a funcionários da morgue do maior hospital do país, o Santa Maria. Receberiam dinheiro de várias agências funerárias da Grande Lisboa para prepararem os cadáveres de pessoas que morriam no hospital e acelerarem o levantamento dos corpos.

Esta quinta-feira de manhã, elementos da unidade de combate à corrupção da Polícia Judiciária, um magistrado do Ministério Público e um juiz levaram a cabo vários mandados de busca, na morgue do hospital Santa Maria e em 10 domicílios particulares.

A confirmarem-se as suspeitas, os funcionários envolvidos poderão ser julgados por crimes de recebimento ou oferta indevida de vantagem.

O Hospital Santa Maria explica que não comenta investigações judiciais, mantendo total disponibilidade para colaborar com as autoridades. Admite, no entanto, avaliar internamente o que se está a passar no hospital.

Este não é o primeiro caso de suspeitas de subornos a envolver funcionários de morgues hospitalares. Em 2023, dois funcionários da morgue do Hospital de Aveiro foram condenados por terem aceitado dinheiro e outras vantagens de agentes funerários.

Os pagamentos variavam entre os cinco e os 100 euros e incluíam ainda refeições e ofertas. Em troca, os funcionários favoreciam certas funerárias.



SIC Noticias

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