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O Circuito Internacional de Xangai volta a ser palco de mais uma etapa do calendário, que marca também a primeira de seis corridas Sprint previstas para este ano. À semelhança do último Grande Prémio, a diferença horária vai obrigar os portugueses a madrugar para assistir em direto.
O circuito chinês conta com 5,451 quilómetros de extensão e um total de 16 curvas: sete para a direita e sete para a esquerda. As duas zonas de DRS (Drag Reduction System) são agora pontos de ativação do modo de ultrapassagem (overtake activation), numa corrida que terá 56 voltas.
Formula 1
A pista é um misto de secções muito rápidas e outras mais lentas e apresenta uma das retas mais longas do calendário, o troço de 1,28 quilómetros que separa as curvas 13 e 14, perdendo apenas por 30 metros para a do Autódromo Internacional de Miami que tem 1.31 quilómetros.
Em que horários se realiza o Grande Prémio da China?
Sexta-feira, 13 de março:
- Treinos Livres (FP1): 03:30 – 04:30
- Qualificação Sprint: 07:30 – 08:30
- Corrida Sprint: 03:00 – 04:00
- Qualificação: 07:00 – 08:00
(Horário de Portugal Continental)
A pista que escreve uma palavra
Uma das particularidades mais fascinantes começa logo no traçado da pista. O circuito foi desenhado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke, responsável por vários autódromos modernos da Fórmula 1.
No caso de Xangai, o desenho da pista foi inspirado no caractere chinês 上, que significa “acima” ou “subir”.
NurPhoto
A ideia foi integrar um elemento cultural no próprio circuito, transformando o traçado num símbolo subtil da identidade local.
A estreia competitiva da “asa macarena”
A inovadora asa traseira da Ferrari, com rotação de 270 graus, promete ser uma das atrações do Grande Prémio da China.
A “asa macarena“, assim apelidada pelo chefe de equipa da Scuderia, Fred Vasseur, teve a primeira aparição pública no segundo dia dos testes de pré-temporada no Bahrein. Uma inovação aerodinâmica que, de acordo com os testes, poderá aumentar até 8 km/h a velocidade máxima do monolugar de Maranello no final das retas.
Uma vantagem que, a confirmar-se, será particularmente relevante na longa reta do circuito de Xangai.
2004, o ano da primeira edição do GP da China de F1
Mark Thompson
Renault no topo do mundo
O Grande Prémio da China de 2005 marcou o final perfeito de uma temporada histórica para a equipa francesa. Com uma vitória dominante de Fernando Alonso no circuito de Xangai, a Renault F1 Team assegurou matematicamente o primeiro título de construtores na Fórmula 1, semanas depois de o espanhol já ter conquistado o Mundial de pilotos.
Mark Thompson
O triunfo simbolizou o fim da hegemonia da Ferrari e confirmou a escuderia gaulesa como a grande referência técnica da modalidade.
A última vitória do lendário Michael Schumacher
A corrida de 2006 ficou para a história: pela última vez, Michael Schumacher venceu um Grande Prémio de Fórmula 1. Numa corrida marcada pela chuva, o piloto alemão protagonizou uma recuperação notável depois de ter arrancado do sexto lugar na grelha.
Poucos meses depois, o piloto da Scuderia anunciaria a (primeira) retirada da Fórmula 1.
O touro enraivecido
O Grande Prémio da China de 2009 assinalou um momento decisivo na história da Red Bull Racing: sob chuva intensa em Xangai, Sebastian Vettel conquistou a primeira vitória da equipa na Fórmula 1.
Um triunfo dominante com direito a ‘dobradinha’ da equipa austríaca, graças ao segundo lugar do australiano Mark Webber.
Mark Webber, Christian Horner e Sebastien Vettel
Mark Thompson
Um incidente insólito em plena reta
E agora, para algo completamente diferente… Durante o primeiro treino livre do Grande Prémio de 2010, o carro de Sébastien Buemi sofreu uma falha mecânica que fez com que as duas rodas dianteiras se soltassem quase em simultâneo quando o piloto travava no final da reta principal.
Sem controlo sobre o monolugar da Toro Rosso, o piloto suíço saiu da pista a grande velocidade e terminou na gravilha, tendo escapado ileso. A investigação concluiu que uma falha na suspensão dianteira esteve na origem do problema.
Sutton Images
O 1000.º Grande Prémio da Fórmula 1
Em 2019, o circuito de Xangai recebeu um marco histórico para a modalidade: o Grande Prémio 1000 da história da Fórmula 1. Uma corrida especial que terminou com a vitória de Lewis Hamilton (Mercedes), que ultrapassou o colega de equipa e polesitter Valtteri Bottas logo no arranque e controlou a prova até à bandeira de xadrez.
Mark Thompson
Um circuito construído sobre um pântano
A construção do Circuito Internacional de Xangai foi um enorme desafio de engenharia. O terreno pantanoso obrigou à instalação de milhares de estacas de fundação para estabilizar o solo.
O resultado foi um dos projetos mais caros da história do desporto automóvel, com um investimento estimado em cerca de 400 milhões de euros.
A curva que se fecha como uma armadilha
Dentro da pista, as características técnicas também ajudam a torná-la única.
Logo nas primeiras curvas, os pilotos enfrentam uma sequência invulgar: a famosa curva 1, uma longa direita que se vai fechando progressivamente.
O raio da curva diminui ao longo do traçado, obrigando os pilotos a ajustar a travagem e a trajetória enquanto continuam a virar, um desafio técnico raro na Fórmula 1.
Quem venceu no ano passado?
Na edição de 2025 do Grande Prémio da China, o australiano Oscar Piastri alcançou a primeira de sete vitórias na temporada. O piloto da McLaren saiu da pole position e liderou até à linha de meta.
Clive Rose
Lando Norris completou a ‘dobradinha’ para a McLaren e George Russell (Mercedes) fechou o pódio.
Quem lidera a classificação?
Graças à vitória na Austrália, o britânico George Russell, da Mercedes (25 pontos), lidera a classificação de pilotos, seguido do seu companheiro de equipa Kimi Antonelli (18 pontos) e do monegasco Charles Leclerc, da Ferrari (15 pontos).
No que diz respeito às equipas, à semelhança do que acontece na tabela de pilotos, a Mercedes (43 pontos) segue isolada no topo da classificação, seguida da Ferrari (27 pontos) e da McLaren, com 10 pontos, pelo campeão mundial Lando Norris, depois de Oscar Piastri ter ficado de fora da corrida em casa logo na volta de apresentação.
