O ministro da Defesa afastou atrasos na resposta às tempestades que atingiram o país. Nuno Melo disse no Parlamento que tentou contactar o presidente da Câmara de Leiria e que não teve resposta.

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Na comissão parlamentar de defesa desta quinta-feira, o deputado do CDS, João Almeida, questionou se o presidente da Câmara de Leiria contactou ou tentou contactar o ministro da Defesa. O governante respondeu mostrando uma captura de ecrã do telemóvel.
Nuno Melo mostrou aos deputados um ‘print’ da sua conversa com Gonçalo Lopes na rede social WhatsApp, assim que aterrou em Portugal no dia 29 de janeiro (um dia depois de a depressão Kristin ter atingido gravemente o concelho de Leiria), vindo da Turquia, o primeiro telefonema que fez foi para o autarca, que não o atendeu, nem lhe respondeu a uma mensagem que enviou.
O responsável pela pasta da Defesa diz que, apesar de não ter tido resposta do autarca leiriense, a ajuda das forças armadas avançou para o terreno.
O ministro da Defesa foi alvo das críticas do autarca de Leiria, que chegou a queixar-se da falta de militares para ajudar a população após a tempestade.
Já esta sexta-feira, questionado sobre as declarações do ministro, o edil leiriense recusou entrar em polémicas sobre telefonemas.
“Leiria não quer discutir telefonemas quando ainda há leirienses sem comunicações. Queremos união e recursos para construir o concelho e quero agradecer às Forças Armadas pela elevação institucional e pelo trabalho exemplar que fizeram no terreno”, referiu Gonçalo Lopes.
O município tinha já emitido uma nota a esclarecer que a cooperação com as Forças Armadas existiu desde o primeiro momento e foi sempre enquadrada na gestão do dispositivo de proteção civil.
