[
Foi divulgada uma fotografia inédita que mostra o antigo príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor e o político Peter Mandelson com Jeffrey Epstein, marcando a primeira imagem conhecida dos três juntos.
U.S. JUSTICE DEPARTMENT/REUTERS
O antigo príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor e o político britânico Peter Mandelson foram fotografados de roupão ao lado de Jeffrey Epstein, numa imagem que marca a primeira vez em que os três aparecem juntos.
Na fotografia, divulgada recentemente, os três surgem sentados ao ar livre à volta de uma mesa de madeira, com canecas decoradas com a bandeira dos Estados Unidos. Acredita-se que a imagem tenha sido captada em Martha’s Vineyard, uma ilha ao largo de Cape Cod, no estado de Massachusetts, conhecida por ser um destino frequente de pessoas ricas e influentes. No entanto, não existe confirmação oficial da data nem do local exato em que a fotografia foi tirada.
A imagem faz parte de milhões de documentos relacionados com Epstein, que foram tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no início deste ano, segundo o jornal The Guardian.
Apesar de ser a primeira fotografia conhecida em que os três aparecem juntos, não é a primeira vez que Mandelson surge ligado a Epstein. Em 2003, o antigo embaixador britânico nos Estados Unidos apareceu numa fotografia incluída no livro comemorativo do 50.º aniversário de Epstein, onde o descrevia como “o melhor amigo”.
O antigo embaixador dos Estados Unidos já tinha descrito anteriormente Epstein como sendo um “homem inteligente e perspicaz”, um facto que evidencia a relação próxima que existia entre ambos.
Jeffrey Epstein foi encontrado morto na sua cela, em agosto de 2019, enquanto aguardava julgamento por várias acusações de tráfico sexual. Já André foi detido em fevereiro deste ano por suspeitas de má conduta no exercício de funções públicas. Terá partilhado material confidencial com Epstein durante os anos em que foi enviado comercial do Reino Unido.
Sobre Peter Mandelson, sabe-se que foi afastado do cargo de embaixador britânico em Washington em setembro do ano passado e demitido da Câmara dos Lordes em fevereiro, quando foi detido, tal como André, por suspeitas de má conduta no exercício de funções públicas.
