Portugal

"Estamos imunes, tanto quanto se saiba, a mísseis iranianos"

Em termos geopolíticos, “Portugal felizmente tem uma grande vantagem estratégica”, que é a sua localização, aponta o ex-cônsul do reino haxemita da Jordânia em Portugal.

“Estamos imunes nos próximos tempos, e tanto quanto se saiba, aos mísseis iranianos, não é fácil outro tipo de agressões a Portugal”, além disso, o país “tem fontes abertas em relação a pesquisar e ter outros meios de obter energia”, diz.

No caso português, “gás natural e petróleo, por isso, o grande problema não é Portugal”, prossegue, apontando que “o grande problema é o todo da Europa, é a Europa industrial, é a Europa consumidora”.

Contudo, “Portugal também sofre, não só da sua debilidade, da sua pequenez, mas sofre do conjunto de questões que vão emergir na Europa e no mundo”, adverte.

“Altas taxas de juros, alteração dos canais de distribuição, as cadeias de distribuição” que eventualmente “estão em erosão permanente, logo um conjunto de questões que não sendo específicas nem originadas por Portugal, todavia nos atingem bastante”, evidencia o antigo presidente da Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa.

Por isso, “o que temos de apelar, a razão fundamental é que precisamos de um acordo global”, defende.

Esse acordo global, prossegue, “poderia passar por uma fórmula simples, se fosse aceitável, que o Irão e Israel, através de um mediador, pode ser até os Estados Unidos, aceitem duas características ou duas circunstâncias”.

O Irão abdica de publicamente e privadamente manter o objetivo de destruição do Estado de Israel, o que é “óbvio e é relativamente decisivo nesta questão”, reforça Ângelo Correia.

Por seu lado, Israel tem de “aceitar um princípio simultâneo com o de o Irão”, até “pode não ter relações diplomáticas” com Teerão.

Mas se o Irão “declarar que não pretende, nem tem como objetivo a destruição de Israel, então talvez Israel possa também dizer que não pretende destruir o Irão e a sua capacidade”, remata.

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