Depois de o ministro da Defesa ter revelado tentativas de contacto com o presidente da Câmara de Leiria no dia 29 janeiro, garantindo que ficou sem resposta, o autarca, que recusa discutir telefonemas, explica o que poderá ter acontecido.
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O presidente da Câmara de Leiria tem sido um dos autarcas mais críticos da atuação do Governo na resposta às consequências da tempestade Kristin, mas há uma declaração em particular que ficou na memória, pelo menos, do ministro da Defesa.
No dia 31 de janeiro, o autarca Gonçalo Lopes disse que não sabia se os militares já estavam no terreno.
“No dia 29 de janeiro. Para que não haja dúvidas, está aqui: o senhor Presidente tinha-me enviado uma mensagem, estava eu em modo avião. Assim que aterrei, vejo a mensagem e o primeiro telefonema que faço é ao presidente de Câmara, não atendeu, e a primeira mensagem que envio declarando toda a colaboração das Forças Armadas em tudo o que fosse preciso e pedindo que me contactasse foi ao senhor presidente da Câmara de Leiria”, disse o ministro Nuno Melo.
Mas, segundo o ministro, não obteve resposta.
Acontece que, o autarca de Leiria, que não quer discutir telefonemas quando ainda há leirienses sem comunicações, explica em declarações à SIC Notícias que: “Recebi milhares de chamadas naquela altura, efetuei as chamadas quando era possível e nem sempre consegui receber”.
“Nós estamos numa sala de operação, num momento em que temos de ser bastante ativos e operacionais no terreno, só assim é que conseguimos dar resposta. O primeiro contacto que fiz foi com esse objetivo, de tentar perceber até que ponto é que os militares podiam entrar mais cedo”, relata Gonçalo Lopes.
O autarca assegura ainda, nestas declarações, que o “relacionamento institucional entre a Câmara Municipal de Leiria e as Forças Armadas foi exemplar”.
