Os agricultores do Algarve temem que a entrada em vigor do acordo com o Mercosul venha a tornar inviáveis as principais produções da região. O choque no preço da laranja ou do abacate pode chegar aos 50% no produtor, comprometendo a sobrevivência de um setor que vale hoje mais de 800 milhões de euros.
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A rainha da agricultura algarvia, responsável por 16 mil hectares de plantações e por quase metade do valor produtivo regional, a laranja do Algarve é também a mais exposta à abertura do mercado europeu à América Latina.
Faz parte das conclusões preliminares do estudo encomendado pela Federação dos Agricultores do Algarve.
A perspetiva de acordo europeu com o Mercosul representa alto risco para o setor.
A redução de tarifas e de barreiras comerciais ao que produzem Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai tem potencial de esmagar os preços dos citrinos, mas também dos valiosos abacates produzidos no Algarve, grande parte em culturas modernas dedicadas à exportação para o norte da Europa.
Os agricultores opõem-se à ratificação do acordo de livre comércio. Dizem que o Governo foi ligeiro na avaliação do impacto, quando nem sequer incluiu qualquer produto do Algarve, incluindo a laranja, na lista de indicações geográficas a serem protegidas na América Latina.
