O conflito do Médio Oriente obrigou ao cancelamento dos Grandes Prémios de Fórmula 1 do Bahrein e da Arábia Saudita no calendário de 2026. A modalidade prepara-se para um golpe financeiro que pode ultrapassar os 100 milhões de dólares.
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É uma questão de segurança. A tensão e os conflitos no Médio Oriente obrigaram a reavaliar a segurança do evento desportivo.
Os riscos que enfrentariam os voos de carga que movimentam centenas de toneladas de equipamento, incluindo carros, peças sobressalentes e infraestrutura de transmissão, são argumento de peso, numa altura em que drones e mísseis atravessam os céus da região.
As regras da Federação Internacional de Automobilismo são claras no que toca a operar em zonas de guerra. Se a prática do desporto se expõe ao risco, a cobertura de seguro fica comprometida.
Os eventos estavam agendados para os dias 12 de abril no Bahrein e a 19, em Jeddah.
Portugal ainda foi equacionado
Os organizadores da Fórmula 1 ainda consideraram alternativas na Europa, como Imola e Portimão, mas concluíram que seria uma tarefa hercúlea, sem garantia de sucesso, dada a escassez de tempo para a preparar.
As consequências financeiras são pesadas. Com a anulação dos Grandes Prémios do Bahrein e da Arábia Saudita, a Fórmula 1 perde cerca de 100 milhões de dólares.
A temporada deste ano prossegue com apenas 22 dos 24 eventos previstos no calendário.
