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Luís Neves reúne-se esta segunda-feira com todos os sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP) e associações da Guarda Nacional Republicana (GNR), pela primeira vez desde que tomou posse como ministro da Administração Interna. O encontro servirá para apresentar cumprimentos e auscultação de prioridades das estruturas.
ANTÃNIO PEDRO SANTOS/LUSA
O ministro da Administração Interna vai ouvir os 16 sindicatos da PSP, mesmo os que não têm direito a negociação com o Governo, e as seis associações da GNR.
No caso dos sindicatos da PSP e como são em maior número, o ministro recebe individualmente os seis com poder negocial e os restantes em dois grupos.
No encontro, espera-se que se discutam as condições de trabalho do setor, nomeadamente a questão do suplemento de risco e o pagamento das horas extraordinárias.
Luís Neves esteve reunido na passada quarta-feira com a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), o maior sindicato da PSP, que abandonou as negociações com a ex-ministra Maria Lúcia Amaral, devido a atrasos na revisão dos salários.
Através das redes sociais, na quinta-feira, o ministro da Administração Interna escreveu que considera essencial o contributo dos sindicatos e das associações “para que as decisões públicas sejam tomadas com conhecimento da realidade do terreno”.
“A segurança constrói-se em conjunto. Os sindicatos e associações profissionais são parte desse esforço coletivo. Garantir boas condições de trabalho aos profissionais da PSP e da GNR é essencial para a segurança do país. Por isso, é minha prioridade ouvir quem está no terreno e trabalhar com todos na construção de soluções”, escreveu Luís Neves.
Na mesma mensagem, Luís Neves acrescentou que estas estruturas “têm tido um papel importante na defesa dos direitos, das condições de trabalho e da dignidade profissional dos polícias e guardas” e que o seu contributo “é essencial para que as decisões públicas sejam tomadas com conhecimento da realidade vivida no terreno”.
