Cultura

"Caiu aqui uma bomba": empresa de Leiria antecipa prejuízos de milhões após depressão Kristin


Economia

Há empresas em Leiria que continuam sem abrir portas e sem conseguir calcular a dimensão dos prejuízos. Um mês e meio após a passagem da depressão Kristin, ainda há muita falta de respostas sobre os apoios.

Loading…

“A nossa preocupação era tentar que a chuva não entrasse. Pusemos plásticos e lonas.”

Em poucos passos, o armazém que nos últimos 40 anos nunca tinha parado está apresentado. Toda a cobertura voou para o outro lado da rua com a intensidade do vento.

A família, responsável pela empresa, foi avisada pelos vizinhos. Assim que Joana Martins conseguiu chegar, confirmou o pior.

“A nossa vida virou do avesso. Ficámos sem instalações e máquinas para trabalhar. Caiu aqui uma bomba.”

Algumas máquinas custam perto de 1 milhão de euros. Mesmo sem fazer contas, Joana Martins antecipa prejuízos de milhões, numa altura em que a produção da empresa que se dedica ao fabrico de peças metalomecânicas nem aos 20% de produção chega.

As tarefas diárias são agora diferentes. Os 40 funcionários ajudam nos trabalhos de limpeza e de organização. É o possível um mês e meio após a passagem da tempestade na empresa que continua sem acesso à internet e a qualquer apoio.

As associações empresariais da região alertam para a falta de respostas efetivas. Dizem que as linhas de crédito criadas para apoiar as empresas afetadas estão a chegar a um número limitado de empresas.

Também a reconstrução de casas tem avançado a um ritmo menor do que o desejado.

O presidente da direção da Associação Regional dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém (ARICOP) prevê que a reparação dos estragos deverá demorar um ano e meio a dois anos.

“Estamos a falar de uma situação devastadora”, afirma José Luís Sismeiro, presidente da direção ARICOP.

Retirar as pessoas das habitações foi dos trabalhos mais duros para quem esteve no terreno.

Além da retirada de pessoas das habitações, foi preciso levar alimentos e medicamentos a populações.

A tempestade de que não há memória na região afetou mais de 800 empresas e mais de 2.200 habitações.



SIC Noticias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *