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Segundo o presidente da ASF, foram participados cerca de 114 mil sinistros, relativamente aos quais já foram pagos pelo setor segurador cerca de 42 milhões de euros.
RUI MINDERICO/LUSA
O presidente da ASF disse esta quarta-feira que 49% das casas expostas nos concelhos afetados pelas tempestades não tinham seguro com cobertura de tempestades ou inundações e que já foram participados 114 mil sinistros, com 42 milhões de euros pagos.
Numa audição da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) no âmbito dos requerimentos apresentados pelo Chega e pelo PS no contexto de intempéries, tempestades, nomeadamente da recente depressão Kristin, Gabriel Bernardino indicou que “cerca de 49% das habitações expostas nos concelhos em estado de calamidade não tinham seguro com cobertura de tempestades e/ou inundações“.
Além disso, o responsável adiantou que, segundo cálculos de resseguradores internacionais, as perdas seguradas podem atingir os 600 milhões de euros, sendo 40% relativos a habitação, 24% a comércio e 36% a indústria.
Segundo o presidente da ASF, foram participados aproximadamente 114 mil sinistros até esta terça-feira, relativamente aos quais já foram pagos pelo setor segurador cerca de 42 milhões de euros.
“O setor assumiu o compromisso com o Governo de ter 80% das peritagens efetuadas nos 15 dias após a participação do sinistro”, disse, acrescentando que estão cerca de 900 peritos no terreno.
Gabriel Bernardino salientou ainda que os dados recolhidos pela ASF relativos à peritagem dos sinistros participados diariamente desde o início da tempestade “mostram que 87% dos sinistros foram objeto de peritagem em menos de 15 dias após a data da participação”, sendo que cerca de 20 mil sinistros já foram regularizados ou objeto de adiantamento por parte das empresas de seguros.
Além das mortes, a destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.
