Cultura

Guerra no Médio Oriente provoca prejuízos de 2,5 milhões de euros no setor da pedra portuguesa


País

As empresas portuguesas do setor têm cerca de 180 contentores parados. Caso o conflito se mantenha, vários empresários não vão conseguir resistir aos aumentos dos custos da atividade.

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O Médio Oriente é um mercado importante para a pedra portuguesa, sobretudo mármores e calcários, mas a guerra tem consequências nas rotas. Por isso mesmo, António Alves, empresário de Vila Viçosa, tem contentores parados desde o início do conflito.

“Já há várias rotas canceladas, nomeadamente tudo o que é para a Arábia Saudita, que é um mercado importante para nós”, explicou o empresário.

No total, as empresas portuguesas do setor têm cerca de 180 contentores parados. Mercadorias que, se ainda não falharam os prazos de entrega aos clientes, pouco falta.

As consequências não ficam por aqui. Para todas as mercadorias que seguem a rota, é aplicada uma taxa adicional pelos armadores.

“Em alguns casos os valores já rondam os 2.500 dólares por contentor, e no caso dos contentores que estão em portos, nacionais ou internacionais, os armadores estão a solicitar a devolução dos contentores em vazio”, referiu Miguel Lourão, presidente da Associação Portuguesa da Indústria dos Recursos Minerais (Assimagra).

Esta situação obriga as empresas a mobilizar meios com custos elevados. É mais uma despesa a juntar a tantas outras como o aumento do preço dos combustíveis.

Consequências atrás de consequências para os empresários do setor. Se a guerra se prolongar muito mais tempo, vários não vão conseguir resistir aos aumentos dos custos da atividade.



SIC Noticias

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