O Banco de Portugal antecipou em vários meses a reforma de Mário Centeno para conseguir fechar um acordo de saída. O caso está a gerar polémica, porque o antigo governador não cumpre os critérios para a reforma antecipada.
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Sai por iniciativa do próprio governador do Banco de Portugal. De acordo com o ECO, Mário Centeno vai receber cerca de 80% do salário que tinha no banco.
O ordenado que recebia como governador rondava os 19.500 euros brutos. Nos últimos seis meses passou a consultor do banco. Ganhava cerca de 15 mil euros. A figura de consultor vai, aliás, ser extinta.
Os requisitos mínimos
A reforma será paga por um fundo de pensões do Banco, mas há regras para se poder aceder. É preciso ter 60 anos e 35 de descontos. Centeno tem 59, apesar de estar a meses de fazer os 60.
Resposta de Mário Centeno a Paulo Nuncio, do CDS, em setembro do ano passado, numa audição no parlamento. Mas o antigo governador não tem 35 anos de carreira no banco.
Entretanto, em declarações ao Expresso, Mário Centeno esclareceu que entrou para o Banco de Portugal em 1995 e que colaborava com a instituição desde 1993, estando no banco há menos de 34 anos. Além disso, há críticas à atuação de Álvaro Santos Pereira.
O Banco de Portugal tem dois regimes de aposentação. Quem entrou até 2009, como é o caso de Centeno, tem direito a pensão paga por um fundo e com condições mais benéficas, já quem entrou depois dessa data desconta para a Segurança Social.
A nova vida de Centeno
Mário Centeno deixa assim o Banco de Portugal num ambiente tenso com o atual governador e a ganhar o mesmo que ganharia se cumprisse os critérios de reforma antecipada.
Ao Expresso disse também que já está nos Estados Unidos, onde vai dar aulas. Depois regressa a Portugal e vai para o ISEG. Entretanto, o Chega decidiu chamar ao parlamento o governador Álvaro Santos Pereira para explicar a reforma de Mário Centeno.
