O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou esta terça-feira que “não ter cometido qualquer ato de corrupção, nem direta nem indiretamente”, no julgamento de recurso sobre as acusações de financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007.

Ludovic Marin
Prevê-se que o seu julgamento em segunda instância, juntamente com mais nove arguidos, decorra até 3 de junho e que o veredicto seja conhecido no outono.
Neste complexo folhetim político-financeiro que começou em 2011, o antigo líder da direita é acusado de ter tentado financiar a sua vitoriosa campanha presidencial de 2007 com fundos secretos da Líbia, governada pelo ditador Muammar Kadhafi, o que sempre negou veementemente.
Em primeira instância, o tribunal criminal absolveu-o de três das quatro infrações que lhe eram imputadas.
Os juízes consideraram que o financiamento líbio da campanha eleitoral de 2007 não tinha sido provado, apesar da transferência corroborada de 6,5 milhões de euros pela Líbia em janeiro e novembro de 2006.
Segundo os magistrados, não foram apresentadas provas de que estes fundos tivessem realmente chegado aos cofres da campanha que levou o Sarkozy ao Palácio do Eliseu.
Todavia, decidiram que o ex-presidente permitiu de facto que os seus colaboradores mais próximos, Claude Guéant e Brice Hortefeux, contactassem as autoridades líbias a esse respeito durante reuniões secretas que mantiveram na Líbia no final de 2005 com alguém do círculo próximo de Muammar Kadhafi, procurado pela justiça francesa.
