Gregory Bovino, o controverso rosto das operações anti-imigração de Trump, anunciou ao jornal New York Times que se aposentará nas próximas semanas.
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Bovino tornou-se o símbolo das operações anti-imigração particularmente agressivas, ordenadas pelo Presidente Donald Trump, no primeiro ano do segundo mandato presidencial.
Enquanto a maioria dos agentes federais de imigração conduzia as buscas por imigrantes indocumentados com os rostos escondidos, este comandante exibia orgulhosamente a cara, com cabelo rapado nas laterais, diante de imprensa e manifestantes, que denunciavam a brutalidade dos métodos usados.
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Bovino defendeu as práticas dos agentes, inclusive depois da morte de dois cidadãos norte-americanos baleados na cidade de Minneapolis.
Liderava uma operação em campo no dia 7 de janeiro, quando um agente matou a tiro Renee Good, uma mãe de 37 anos, dentro do próprio carro. Também defendeu veementemente os agentes federais que mataram Alex Pretti, um paramédico, enquanto participava numa manifestação.
Foi também Bovino que defendeu a detenção por agentes da imigração de um menino de 5 anos, enquanto tentavam capturar o pai.
“Somos especialistas em lidar com crianças”, declarou sem hesitar.
No ano passado, Greg Bovino já havia liderado diversas operações de grande repercussão, principalmente em Los Angeles e Chicago, usando o que chamou de tática “agir e sair”: efetuar detenções rápidas e, em seguida, retirar-se prontamente antes da chegada dos manifestantes.
Descendente de imigrantes italianos, Bovino cresceu na zona rural da Carolina do Norte.
Foi afastado por Trump da gestão das operações em Minneapolis chegou no início deste ano, depois das mortes de Renee Good e Alex Pretti terem desencadeado grandes protestos e uma onda de comoção em todo o país.
