Economia

Esteve 19 anos preso por 500 dólares que afinal… não roubou

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EUA

Um norte-americano passou quase duas décadas na prisão por um crime que não cometeu. Foi libertado agora, aos 61 anos, depois de novas provas corroborarem a versão que sempre apresentou às autoridades.

Jennifer Peltz/AP

Em liberdade pela primeira vez desde 2007, Kenneth Windley, agora com 61 anos, conseguiu provar a inocência que sempre alegou.

Tinha 42 anos quando foi detido por alegadamente roubar 550 dólares (cerca de 480 euros) a um idoso.

“Custou-me 20 anos [de vida], mas corrigiram o erro. É só isso que me importa”, afirmou, citado pela Associated Press, ao sair do tribunal depois de ver a sentença anulada.

A decisão surge depois de novas provas terem corroborado a versão que sempre apresentou às autoridades: que não tinha sido ele a roubar os 550 dólares.

Kenneth Windley foi detido em 2005 depois de comprar um fogão para a mãe com uma espécie de vale pré-pago que, veio a provar-se, tinha sido roubado a Gerald Ross, de 70 anos. Gerald usava estes vales para pagar a renda e foi assaltado à saída do posto de correio.

Na altura, Windley explicou às autoridades que tinha comprado o vale a uns conhecidos, que o venderam com desconto por não poderem utilizá-lo por “razões burocráticas”.

Às autoridades entregou todas as informações que tinha sobre os homens, mas não acreditaram na sua versão. Por já ter antecedentes criminais, acabou condenado a prisão perpétua, com todos os recursos a serem rejeitados pelo tribunal.

Foi com a ajuda de um amigo e de investigadores privados que, ao fim de 19 anos, Kenneth Windley conseguiu, finalmente, provar a sua inocência. Durante a investigação, encontraram os dois ‘conhecidos’ e persuadiram-nos a confessarem o crime.

“Este caso é um exemplo de como as coisas podem parecer uma coisa, mas não o serem. (…) Se soubéssemos quais eram as provas, este caso nunca teria chegado a acontecer”, afirmou o procurador Eric Gonzalez.

Kenneth Windley diz, no entanto, não guardar rancor. “Vou simplesmente seguir em frente”, afirmou à saída do tribunal na segunda-feira.



SIC Noticias

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