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Irão vai “aumentar a capacidade militar assim que conseguir e procurar produzir uma bomba nuclear”


Ataques Irão

Análise

Os recentes ataques de Israel contra várias figuras e líderes políticos do Irão não garantem “de todo” a queda do regime, considera o comentador SIC, Luís Ribeiro, que prevê que o Irão aumente a sua retaliação. Além disso, afirma que “não é garantido” que Donald Trump esteja a dizer a verdade quanto ao desconhecimento do ataque israelita ao campo de gás no Golfo Pérsico.

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Na manhã desta quinta-feira, novos ataques iranianos atingiram infraestruturas energéticas no Kuwait e na Arábia Saudita. A ofensiva do Irão sucedeu o ataque, na quarta-feira, de Israel à maior central de gás e a outras instalações petrolíferas no Irão.

Donald Trump garantiu que desconhecia o ataque israelita contra o campo de gás natural South Pars, no Golfo Pérsico, no Irão.

Nas redes sociais, o presidente norte-americano insistiu que os EUA não tiveram “conhecimento prévio do ataque” e que “o Irão, sem conhecer os factos, respondeu atacando injustificadamente uma parte da fábrica de gás natural liquefeito do Qatar”.

“Israel não voltará a atacar o campo de gás South Pars, de importância vital, a menos que o Irão decida imprudentemente atacar um país inocente, neste caso o Qatar”, acrescentou.

Para o comentador SIC, Luís Ribeiro, não é “garantido” que Trump esteja a dizer a verdade quanto ao desconhecimento do ataque, que mete “em cheque” toda a economia global.

“Ontem, saíram várias notícias em vários órgãos de comunicação social americanos que diziam que tinha havido uma coordenação, um entendimento, entre Israel e os EUA para este ataque“, afirmou Luís Ribeiro.

O comentador SIC afirma ainda que os ataques de Israel que mataram vários líderes políticos iranianos “eram óbvios ainda antes de começar a guerra” e que não garantem de todo a queda do regime. Pelo contrário, intensificam ainda mais a retaliação iraniana.

“O regime está numa questão existencial, vai agora fazer exatamente aquilo que já estava a fazer antes, mas com mais convicção que é aumentar a sua capacidade militar assim que conseguir e, sobretudo, procurar produzir uma bomba nuclear”, conta o comentador SIC.



SIC Noticias

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