Em atualização
O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, como esperado e num contexto marcado pela guerra no Médio Oriente que levanta receios quanto à inflação, manter inalterada nos 2% a taxa de depósito.
Jon Hicks
Apesar da guerra no Médio Oriente, o Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu, esta quinta-feira, “manter as três taxas de juro diretoras inalteradas”, afirmando que “está determinado em assegurar que a inflação estabiliza no seu objetivo de 2% a médio prazo”.
“A guerra no Médio Oriente tornou as perspetivas consideravelmente mais incertas, criando riscos em alta para a inflação e riscos em baixa para o crescimento económico. Terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos. As suas implicações a médio prazo dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia”, lê-se no comunicado.
A reunião do BCE ocorreu numa altura em que as tensões no Médio Oriente, incluindo o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito, têm trazido uma maior volatilidade nos preços, em particular da energia, e depois de ontem a Reserva Federal dos EUA ter decidiu também manter os juros inalterados.
