O Ministério Público diz que Tiago Grila atropelou a vítima na passadeira junto ao Bingo da Amadora em janeiro de 2024, chegou a sair do carro e a aproximar-se da mulher, mas acabou por fugir sem pedir socorro.
A acusação foi revelada esta quinta-feira. Tiago Grila responde por três crimes: um crime de ofensa à integridade física grave por negligência, um de omissão de auxílio e outro de condução sem habilitação legal.
Os factos remontam a 17 de janeiro de 2024, nas imediações do Bingo da Amadora, com o MP a sustentar na acusação que quando “atravessava na passadeira, a ofendida foi embatida pela dianteira da viatura conduzida pelo arguido, tendo caído e perdido os sentidos”.
“(…) o arguido saiu do veículo aproximou-se da ofendida e, após ter estado junto da mesma por alguns momentos, regressou à viatura e encetou fuga para parte incerta, não prestando qualquer auxílio nem tendo chamado o INEM”, lê-se na acusação.
Meses depois do sucedido, Tiago Grila, que já admitiu problemas com o jogo, álcool e drogas, contou, entre sorrisos, ter atropelado uma pessoa durante uma conversa num podcast.
Ainda segundo o MP, a vítima sofreu várias lesões, que “afetaram a sua capacidade de trabalho durante mais de um ano”, e o arguido não era, aquando do atropelamento, “titular de documento que legalmente o habilitasse a conduzir”.
Grila, criador de conteúdos na internet que se apresenta como um “fenómeno” e um “génio do marketing”, com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, foi constituído arguido há cerca de um ano e, na altura, recusou prestar declarações.
O influencer já tinha sido condenado três vezes por condução em estado de embriaguez e duas por condução sem habilitação legal.
