Economia

"A posição da Hungria é muito simples": Orbán recusa levantar bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia

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Guerra Rússia-Ucrânia

As negociações para acabar com a guerra na Ucrânia estão paradas devido ao conflito no Médio Oriente. O país continua a enfrentar ataques diários e está prestes a ficar sem dinheiro.

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Esta quarta-feira, em Bruxelas, os líderes da União Europeia não conseguiram convencer o primeiro-ministro húngaro a desbloquear o empréstimo de 90 mil milhões de euros.

Viktor Orbán mantém-se intransigente e continua a bloquear o empréstimo à Ucrânia, acordado pelos líderes da União Europeia em dezembro. O primeiro-ministro húngaro considera que a questão é existencial para a Hungria:

“A posição da Hungria é muito simples: estamos prontos para apoiar a Ucrânia quando recebermos o nosso petróleo, que está bloqueado por eles. Até lá, nenhuma decisão favorável à Ucrânia será apoiada pela Hungria. Estamos à espera do petróleo. Tudo o resto são histórias. Acreditamos apenas em factos. O petróleo tem de chegar à Hungria.”

Orban acusa Volodymyr Zelensky de atrasar deliberadamente a reparação do oleoduto Druzhba, por onde passa o petróleo russo para a Hungria e para a Eslováquia, os únicos países do bloco que continuam a importar petróleo russo.

Para tentar desbloquear o impasse, especialistas da União Europeia chegaram esta quarta-feira à Ucrânia para avaliar o estado da infraestrutura. Mas, até ao momento, isso não convence Budapeste.

O empréstimo europeu é considerado essencial para que a Ucrânia continue a resistir à invasão russa e para manter o funcionamento do Estado. Dependem dele salários de funcionários públicos, pensões e serviços essenciais.

Volodymyr Zelensky pediu à Europa que mantenha o compromisso:

“Caros líderes, Europa unida, precisamos de tomar decisões e implementá-las. Um apoio forte e consistente é essencial. A pressão sobre a Rússia é essencial. E é importante manter o foco, mesmo acompanhando o que se passa com o Irão, porque a guerra continua em solo europeu. Contamos convosco para desbloquear o pacote de 90 mil milhões de euros em garantias financeiras.”*

Entretanto, na Bielorrússia, cerca de 250 prisioneiros foram libertados no âmbito de negociações entre Alexander Lukashenko e os Estados Unidos. Em troca, Washington vai aliviar sanções e admite uma possível visita do líder bielorrusso, num sinal de reaproximação ao Ocidente após anos de isolamento.

Ainda assim, Lukashenko garante que esta reaproximação não significa um afastamento da Rússia.



SIC Noticias

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