Hoje, o vocalista da banda, formada em Almada, há 48 anos, não sente os nervos tomarem conta de si antes de subir ao palco, ao contrário do início da carreira. Não conseguia comer uma refeição. Só comia pão seco e bebia água, mas ao entrar no palco “entrava no meu aquário”. Este sábado, há concerto no LAV, em Lisboa. “UHF- Underground” terá músicas pouco, ou nada, tocadas ao vivo.

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António Manuel Ribeiro diz que é uma prenda que dá a si próprio e aos fãs, que conhecem a discografia dos UHF. “Quando há um grande sucesso num disco, quase todas as outras canções desaparecem, ficam na sombra, e às vezes, há canções que eu gosto tanto!”
O termo “underground” foi usado pelo radialista António Sérgio que divulgou o EP “Jorge Morreu”, de 1979, longe de ser um sucesso comercial, mostrava o lado sociológico dos poemas do vocalista, centrados na vida do outro lado da margem do Tejo.
António Manuel Ribeiro nunca pensou em cantar em inglês, como muitas das bandas qeu surgiram no pós-25 de Abril.
“Era natural para mim, a vida comum. Era importante que toda a gente entendesse as letras”.
Em 1980, foi lançado o single “Cavalos de Corrida”, que chegou a número 1 do tabela de vendas e mudou a vida da banda. “Foi criada, a partir de uma “malha” do guitarrista”. António Manuel Ribeiro foi buscar um poema que já tinha escrito para abordar a correria do dia-a-dia.
No Cartaz, o líder dos UHF falou ainda sobre o poder do RAP e Inteligência Artificial, na música. Para ver e ouvir, no programa que passa à quinta-feira, na SIC, pouco depois das 2H00.
Apresentação: Sílvia Lima Rato
Coordenação: Graça Costa Pereira
Realização: Tiago Brochado
Produção: Marta Barreiros
