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Os enfermeiros estão em greve até à meia noite para exigir melhores condições a contração de pelo menos mil profissionais. Estão ser afetados vários serviços, incluindo o encerramento de blocos operatórios. A ministra da Saúde diz que lamenta a greve quando há negociações a decorrer.
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É a segunda greve em cinco meses e acontece dias depois do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) ter reunido com Ana Paula Martins. Do encontro não saíram soluções. A ministra diz que lamenta que haja uma paralisação enquanto as negociações decorrem.
O sindicato diz que a greve está a afetar sobretudo blocos operatórios, adiando cirurgias, e o internamento. No hospital de São José, em Lisboa, a adesão chegou aos 90%.
A nível nacional, o balanço era de 71% ao final da manhã. No hospital de São João no Porto, apenas 3 das 13 salas de operação do bloco central funcionaram.
A paralisação não parece ter causado grande impacto na realização de exames e colheitas de sangue.
O SEP exige o pagamento dos pontos para progredir na tabela salarial com retroativos a 2018. E a contratação de pelo menos mais mil enfermeiros para reduzir o recurso a horas extraordinárias.
A greve dura até à meia-noite. Em causa está também a revisão do sistema de avaliação. E a abertura de concurso para lugares de especialista, gestor e chefia.
