O último debate quinzenal ficou marcado pela ausência da ministra do Trabalho. O motivo era simples: Maria do Rosário Palma Ramalho reunia-se de urgência e com um certo tom de secretismo com patrões e UGT para última tentativa de acordo.
Rosário Palma Ramalho
MARCOS BORGA
Com ou sem acordo em Concertação Social, o objetivo do Governo é levar a proposta da nova lei laboral ao Parlamento até ao final de abril, de acordo com o jornal Expresso.
Sabe-se ainda, que o Governo já terá cedido em alguns pontos-chave do documento, como é o caso a jornada contínua para trabalhadores com responsabilidades parentais, mas mesmo assim ainda não obteve a ‘luz verde’ da UGT.
O Expresso terá apurado ainda, que a proposta atualizada apresenta pelo executivo na reunião desta quarta-feira, foi focada em matérias que ainda bloqueiam o consenso: o outsourcing, o banco de horas individual e duração dos contratos a termo.
Governo cede, mas UGT ainda não se compromete
Ao que tudo indica, o encontro que acontecerá na próxima terça–feira e que reunirá a ministra do Trabalho, a UGT e os líderes das quatro confederações empresariais pode ser decisivo. Na reunião, a união sindical deverá anunciar se há ou não hipótese para um entendimento.
Após o encontro, a responsável frisou que, se houver acordo, será essa versão que o Governo levará à Assembleia da República, sublinhando que continua a dar “todo o espaço possível” para o entendimento com os parceiros sociais presentes.
