O Comando Metropolitano de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP) recordou, esta sexta-feira, os agentes António Abrantes e Paulo Alves, que morreram há 21 anos num tiroteio na Amadora.
“Assinalamos a memória do Agente António Abrantes e do Agente Paulo Alves, que há 21 anos, no cumprimento do seu dever na Amadora, deram a vida em prol da segurança dos cidadãos e da manutenção da Ordem Pública”, lê-se numa nota partilhada na rede social Facebook.
O agente António Abrantes, de 30 anos, natural da Guarda, e Paulo Alves, de 23 anos, de Rio Tinto, eram ambos polícias da Esquadra da PSP da Mina, na Amadora, e morreram num tiroteio em frente a um bar, a 20 de março de 2005. Na altura, estavam acompanhados do agente Pedro Pereira, que sobreviveu.
António Abrantes, indicou a PSP, tinha uma “sólida trajetória na Divisão da Amadora desde 1998”, enquanto Paulo Alves era uma “jovem promessa que escolhera esta exigente missão por vocação após distinguir-se na Escola Prática de Polícia”.
“Às famílias, amigos e aos camaradas que com eles partilharam o serviço, reiteramos o nosso mais profundo respeito. A memória dos Agentes Abrantes e Alves permanece viva no empenho com que patrulhamos diariamente as nossas ruas”, acrescentou a PSP.
Os dois polícias foram mortos na Amadora, perto de um bar (Chop Bar), quando três agentes, num carro patrulha, abordaram um suspeito na tentativa de o identificar e este disparou 36 vezes de uma arma (Glock) que atingiu mortalmente os dois polícias.
Marcus José Fernandes, de 31 anos, acabou detido pela Polícia Judiciária numa casa em Melides, Grândola, a 21 de Março de 2005, um dia depois de ter cometido o duplo homicídio com arma de fogo no bairro de Santa Filomena, na Amadora.
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