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O Presidente dos Estados Unidos protagonizou um momento de embaraço diplomático durante uma reunião com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na Sala Oval, ao fazer uma piada sobre o ataque japonês a Pearl Harbor na Segunda Guerra Mundial. O momento foi tenso e a comitiva japonesa ficou visivelmente desconfortável.
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Donald Trump foi questionado por um jornalista sobre o motivo pelo qual os Estados Unidos não tinham informado os aliados sobre os ataques ao Irão, ao que o presidente norte-americano justificou que queria causar “efeito surpresa”.
“Quando avançámos fizemo-lo em força e não dissemos nada a ninguém porque queríamos o efeito surpresa”, começou por responder, acrescentando “Quem percebe mais de surpresas do que o Japão?” e ainda brincou com a situação questionando: “Porque não me contaram sobre Pearl Harbor?”.
Nesse momento, o ambiente na Sala Oval mudou e a primeira-ministra japonesa não conteve o incómodo. Sanae Takaichi mostrou olhos de espanto e o corpo tenso enquanto estava sentada na cadeira, o que denunciava o mal-estar diplomático. A reunião que tinha como objetivo reforçar alianças históricas, acabou por se tornar um momento embaraçoso.
Donald Trump decidiu pegar no ataque que mudou o rumo da Segunda Guerra Mundial e fez dele uma piada de circunstância. Contudo, os japoneses têm demonstrado desconforto perante o sucedido.
“Tendo em conta o contexto histórico da situação para o Japão, quando Trump fez referência ao sucedido, senti-me desconfortável enquanto cidadão japonês”, afirmou um cidadão.
O ataque à base naval de Pearl Harbor, no Havai, a 7 de dezembro de 1941, provocou a morte de quase 2.400 norte-americanos.
Os Estados Unidos declararam guerra ao Japão no dia seguinte, num conflito que só terminaria com a destruição atómica de Hiroshima e Nagasaki. Contudo, nas últimas décadas os dois países passaram de inimigos a aliados estratégicos.
Este não foi o primeiro comentário insólito de Trump sobre a Segunda Guerra Mundial. Já no ano passado, quando o chanceler alemão lembrou o Dia D, Trump respondeu que aquele não tinha sido “um dia agradável” para a Alemanha.
