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Os incêndios rurais aumentaram 30% no ano passado face a 2024, assinalou este sábado a Guarda Nacional Republicana (GNR) num apelo à prevenção e numa altura em que este ano já se registaram 10 detenções por crime de incêndio florestal.
ESTELA SILVA
Num comunicado que assinala o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, a GNR dá conta de que em 2025 se registaram 8.278 ocorrências, mais 1.974 face a 2024, ano em que se registaram 6.304 ocorrências desta natureza, o que representa um aumento superior a 30%.
“[Isto] evidencia a importância da manutenção de elevados níveis de vigilância, prevenção e sensibilização da população para adoção de comportamentos responsáveis no espaço rural”, salienta a GNR.
Segundo esta polícia, até quinta-feira, 19 de março deste ano, foram detidas 10 pessoas pelo crime de incêndio florestal.
Já a deteção e o alerta precoce aumentou 35% num ano, uma vez que foram emitidos alertas para 8.955 situações em 2024 e 12.113 em 2025, números que incluem deteções precoces correspondendo ao 1.º e 2.º alertas.
A Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) realizou, no ano passado, 4.882 missões de ataque inicial, o que corresponde a um aumento de cerca de 34% face ao ano anterior (3.649), “evidenciando o significativo empenhamento operacional da Guarda no combate aos incêndios rurais”, acrescenta a GNR.
De acordo com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), “ataque inicial” corresponde à fase inicial da resposta ao incêndio, englobando o despacho de meios e todas as ações de combate que ocorram até aos 90 minutos.
“O sucesso do ATI [ataque inicial] ocorre quando o incêndio for considerado em resolução até aos 90 minutos”, explica.
Quanto à fiscalização da arborização e rearborização, a GNR revela que esta aumentou quase 36%.
Referindo que “a preservação da diversidade florestal constitui também uma prioridade para a GNR”, esta polícia revela que foram realizadas 473 ações arborização e rearborização do espaço florestal em 2025, mais 125 do que no ano anterior (348 ações em 2024).
No domínio da sanidade florestal, a GNR “mantém igualmente uma atenção permanente à problemática associada à disseminação do nemátodo da madeira do pinheiro, praga de elevada gravidade que afeta o pinheiro-bravo, provocando a morte dos povoamentos de pinheiro”, lê-se no resumo enviado à agência Lusa.
Neste âmbito, “e com o objetivo de prevenir a sua propagação”, a GNR sublinha que “manteve vigilância apertada”, tendo sido realizados 17.868 controlos rodoviários a viaturas que transportavam madeira de coníferas em 2025, e 19.566 controlos em 2024, no âmbito das ações de fiscalização.
