Agronegócio

Confederação Nacional da Agricultura promove concentração para defender produção


A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) vai promover uma concentração de delegações de agricultores, no dia 25 de fevereiro, em Lisboa, para alertar o Governo para “a situação difícil dos agricultores” e defender a produção.

Em comunicado, a CNA exige ao Governo e aos demais órgãos de soberania a salvaguarda da agricultura e dos agricultores, face às intempéries, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) e ao acordo comercial Mercosul.

Em relação às intempéries que têm afetado o país nas últimas semanas, a confederação referiu que só na agricultura estima-se que os prejuízos ultrapassem os 1.000 milhões de euros, necessitando de uma resposta do Governo.

“As medidas até agora anunciadas estão muito longe de responder às necessidades dos agricultores: as linhas de crédito não são solução, a ajuda simplificada fica pelos 10.000 euros e é limitada a parte do país; o restabelecimento do potencial produtivo vai ser pago pelo PEPAC, programa já fortemente comprometido”, lê-se na informação divulgada.

Desta forma, a CNA irá entregar ao primeiro-ministro e à Comissão de Agricultura da Assembleia da República um conjunto de reclamações e propostas que de facto apoiem os agricultores nos seus rendimentos e reposição da capacidade produtiva.

Sobre a PAC, a entidade explicou que na situação atual um agricultor obtém rendimentos 40% inferiores do que as restantes atividades económicas, pelo que as propostas apresentadas pela Comissão Europeia não corrigem esta situação e podem agravá-la.

Já relativamente ao acordo comercial do Mercosul, assinado em dezembro pela Comissão Europeia, a CNA referiu impactos negativos na produção nacional, designadamente nos setores da carne, frutas, cereais, leite ou mel.

“Ao permitir a entrada em Portugal, e na UE, de milhares de toneladas de produtos sem tarifas, com menores custos de produção, provenientes de explorações de muito maior dimensão e sem estarem sujeitos ao cumprimento das mesmas regras sanitárias, ambientais e sociais, o acordo será mais um fator a pressionar em baixa os preços pagos à produção nacional e a degradar os rendimentos dos agricultores”, acrescentou a confederação.

Neste sentido, a CNA disse estar preocupada com as negociações em curso para novos acordos comerciais, pelo que instam a que os agricultores portugueses se façam ouvir e exijam ao Governo a defesa da produção nacional.



AgroPortal

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