Até ao momento pelo menos 40 infraestruturas energéticas foram “gravemente ou muito gravemente” danificadas devido à guerra, alertou o diretor da Agência Internacional da Energia.

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No entender do responsável, que falou esta segunda-feira, o mundo poderá enfrentar a “pior crise energética das últimas décadas” em consequência da guerra no Médio Oriente, que considera “uma ameaça maior para a economia mundial”.
Em declarações no National Press Club em Camberra, Birol explicou que até ao momento forma perdidos 11 milhões de barris por dia, “mais do que as duas grandes crises petrolíferas juntas”, tendo ainda recordado que nos anos 1970, cada uma dessas crises representou uma perda de cerca de cinco milhões de barris diários, ou seja, “10 milhões no total”.
No entender do responsável, esta crise equivale “a duas crises petrolíferas e a um colapso do mercado do gás reunidos”, evocando também os efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.
O diretor da AIE sublinhou ainda que “nenhum país ficará imune aos efeitos desta crise se ela continuar neste rumo” e apelou a uma ação coordenada à escala global.
“A economia mundial enfrenta uma ameaça maior, e espero vivamente que este problema seja resolvido o mais rapidamente possível”, disse.
O estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, encontra-se bloqueado devido à guerra, desencadeada a 28 de fevereiro por ataques israelo-americanos contra o Irão.
Caso Teerão não reabra a passagem, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou “atingir e aniquilar” centrais elétricas iranianas, “começando pela maior”.
Em resposta aos ataques, o Irão tem lançado mísseis e drones contra infraestruturas energéticas em países aliados de Washington e contra navios no Golfo, sobretudo os que se aventuram no estreito.
Na tentativa de conter a escalada do preço do petróleo, os Estados Unidos autorizaram por um mês a venda e entrega de crude iraniano armazenado em navios.
Contudo, Teerão afirmou não possuir qualquer excedente de petróleo bruto em alto-mar.
