Vão ser também criadas unidades especializadas, numa iniciativa pioneira dentro da NATO que será acompanhada pela contratação de até 1.200 militares.
Anadolu
De acordo com o comandante das Forças Armadas holandesas, Onno Eichelsheim, o projeto representa uma mudança na organização militar holandesa, incorporando permanentemente capacidades de operação e defesa contra drones em todo o exército.
Eichelsheim, principal assessor militar do ministro da Defesa, enfatizou que o uso desses sistemas não tripulados e a necessidade de os combater se tornaram fundamentais para a guerra moderna.
“É um tipo diferente de interação. Temos de modernizar e adaptar continuamente os sistemas”, afirmou o chefe militar, durante sua participação em um programa de televisão pública, onde detalhou o alcance da medida.
A decisão baseia-se nas lições aprendidas em conflitos recentes, especialmente na Ucrânia e no Oriente Médio, onde o uso de drones se mostrou cada vez mais prevalente no campo de batalha.
O Ministério da Defesa começará a recrutar pessoal em abril e espera incorporar os primeiros 600 militares “muito em breve”, acrescentou.
Eichelsheim também sublinhou que a colaboração com a indústria de tecnologia e de drones será importante para manter os sistemas e o conhecimento atualizados, adiantando que os Países Baixos se tornam o primeiro país da NATO a implantar esse tipo de unidade em todas as suas forças de combate.
O plano faz parte do compromisso dos Países Baixos com a NATO de aumentar os gastos com defesa, com a meta de longo prazo de atingir 5% do PIB até 2035.
