A empreitada foi adjudicada à AQUAPOR / Luságua, na sequência de concurso público, pelo valor de 28,7 milhões de euros.
Este ato contou com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, do Vereador da Câmara Municipal de Loures, Nuno Dias, do Vice-Presidente da Águas de Portugal, Carlos Braziel David, dos Administradores da Águas do Tejo Atlântico, Nuno Brôco e Sandra Chambel e de António Cunha e Carlos Rodrigues da Aquapor/Luságua.

A nova infraestrutura terá capacidade para valorizar 72.924 toneladas de lamas por ano, permitindo a produção adicional de cerca de 13,3 GWh/ano de energia verde. A conclusão da obra está prevista para o último trimestre de 2027.

Do ponto de vista técnico, de gestão e de circularidade, esta solução apresenta benefícios significativos. Destaca-se o aumento do rendimento do processo de digestão anaeróbia, tornando-o mais eficiente e célere, bem como o reforço da produção de biogás e de energia elétrica verde.
Com a implementação desta tecnologia, estima-se uma redução de cerca de 52% do volume de lamas provenientes de três das maiores instalações da empresa — as Fábricas de Água de Alcântara, Alverca e Frielas —, bem como a produção de biossólidos de elevada qualidade.
A aposta na hidrólise térmica contribui para a promoção da economia circular e da sustentabilidade ambiental. As biolamas+ resultantes deste processo permitem a sua valorização agrícola direta, fornecendo matéria orgânica e nutrientes aos solos e reduzindo a necessidade de fertilizantes e corretivos químicos, nomeadamente fósforo e azoto.

Para além dos benefícios ambientais, esta solução apresenta vantagens económicas relevantes, ao contribuir para a redução dos custos operacionais da infraestrutura e da Águas do Tejo Atlântico.
Este investimento representa uma mudança de paradigma na gestão de subprodutos, estando alinhado com objetivos estratégicos europeus e nacionais, como o Pacto Ecológico Europeu, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050 e o Plano de Ação para a Economia Circular. A valorização de recursos, a descarbonização do ciclo urbano da água e o aumento da produção de energia renovável endógena — através do reforço da produção de biogás — contribuem para a redução da pegada carbónica e para uma operação mais eficiente e sustentável.
Fonte: Águas do Tejo Atlântico
