Reportagem Sky News
Desde sábado, o Irão tem lançado múltiplos ataques contra os aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente. A defesa contra estes ataques pode custar 30 vezes mais do que custam os mísseis e os drones iranianos. A conta é feita pelo especialista em defesa da Sky News, a televisão britânica parceira da SIC.
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Os ataques do Irão contra aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente estão a expor um desequilíbrio financeiro na guerra moderna: defender pode custar dezenas de vezes mais do que atacar.
Desde sábado, Teerão tem lançado múltiplos ataques com mísseis e drones na região. Entre as armas utilizadas estão drones Shahed: relativamente baratos e altamente letais.
Um drone Shahed custa entre 20 mil e 50 mil dólares. Já os mísseis usados para os intercetar podem custar entre 500 mil e 1,5 milhões de dólares cada.
Segundo a estimativa de um analista, travar um ataque de cerca de 500 drones Shahed pode ter custado aos Emirados Árabes Unidos até 750 milhões de dólares – 20 a 30 vezes mais do que o valor gasto pelo Irão para lançar a ofensiva.
Embora Abu Dhabi garanta ter reservas suficientes de mísseis para continuar a defender-se, vários relatos indicam que aliados dos Estados Unidos no Médio Oriente estão a tentar reabastecer rapidamente os seus arsenais.
Os analistas alertam ainda que a questão não é apenas o custo imediato do conflito, mas também o impacto estratégico a longo prazo.
Se os Estados Unidos esgotarem parte significativa do seu arsenal em campanhas prolongadas no Médio Oriente, poderão ver diminuída a sua capacidade de dissuasão perante potências rivais como a Rússia ou a China.
